Zoonoses já recolheu 28 toneladas de criadouros do Aedes em janeiro
Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br
Janeiro ainda não terminou, mas as equipes da Divisão de Zoonoses, da Secretaria da Saúde (SES) já recolheram 28 toneladas de criadouros de larvas do Aedes Aegypti – transmissor da dengue e das febres chikungunya e zika – de dentro de imóveis. O material é retirado após visita de casa em casa, durante as ações diárias de bloqueio em bairros onde há constatação de casos suspeitos ou confirmados dessas doenças. Os dados são parciais.
O objetivo é evitar a proliferação do mosquito transmissor e, nesta semana, as ações por meio de visitas domiciliares prosseguem, conforme cronograma da Divisão de Zoonoses, nas regiões dos bairros Herbert de Souza, Jardim Maria do Carmo, Jardim Boa Esperança, Vila São João, Vila Barão, Nova Sorocaba, Jardim América e Jardim Botucatu.
O total de materiais recolhidos em janeiro é composto, principalmente, de móveis velhos, brinquedos, caixas d’água, garrafas, lonas e restos de aparelhos eletrônicos. Não estão incluídos os pneus, cujos dados ainda estão sendo computados, e que em dezembro de 2015 somaram 44 toneladas. A média mensal de criadouros retirados das propriedades no ano passado foi de 34 toneladas, mais 51,4 toneladas resultantes da coleta de pneus.
Segundo o biólogo João Ricardo Pereira Ennser, da Divisão de Zoonoses da SES, além dos bloqueios também são feitas visitas em pontos estratégicos e imóveis especiais, além de apuradas denúncias recebidas via telefone 156 ou Central de Atendimento (www.sorocaba.sp.gov.br/atendimento). Também ocorrem as nebulizações, com aplicação de veneno dentro dos imóveis, caso as condições climáticas favoreçam. Nesta semana, a nebulização deve ocorrer no Jardim Maria do Carmo, Trujillo, Jardim Boa Esperança e Nova Sorocaba.
Ennser ressalta que a participação da população nas ações preventivas, espontâneas, é fundamental. Para o biólogo, quanto maior a adesão à prática da vistoria semanal nas suas casas, maior será a rede de combate à formação de criadouros. O objetivo é controlar a população de Aedes para tentar evitar o crescimento dos casos de doenças por ele transmitidas. “O momento é o ideal para acabar com os criadouros e dar destinação adequada ao lixo e entulhos. Essas iniciativas são determinantes para se evitar uma nova epidemia de dengue na cidade”, alerta.
