O Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros” é um dos espaços citados pela acessibilidade para pessoas com deficiência no Guia dos Museus e Centros de Ciências acessíveis da América Latina e do Caribe, uma referência internacional, destacando pontos importantes de inclusão social que o parque possui.
Administrado pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, Parques e Jardins (Sema), o “Quinzinho de Barros” é considerado um dos mais completos da América Latina e classificado no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) na categoria A, que é a mais elevada.
Inaugurado em 20 de outubro de 1968, o Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros” vem desempenhando ao longo desses anos de existência um importante papel não apenas na conservação, pesquisa e bem-estar dos animais, mas também na área de Educação Ambiental e Lazer.
O zoo foi escolhido para integrar a lista de locais acessíveis com base em uma votação popular, que destaca o parque como um grande símbolo da cidade por oferecer recreação saudável e contato com a natureza, programas de educação ambiental, além de colaborar com pesquisas cientificas de instituições de ensino superior nacionais e internacionais.
O guia é fruto de uma pesquisa que teve como tema o “Diagnóstico de Acessibilidade em Museus e Centros de Ciências no Brasil e na América Latina” desenvolvida em 2016. Cecília Pessutti, bióloga do “Quinzinho de Barros”, comenta que é de extrema importância que Sorocaba tenha esse reconhecimento. “É a primeira vez que o zoo é citado como uma referência em uma publicação com escopo nacional e latino americano. Isso mostra cada vez mais essa característica dele de ser um espaço que promove a inclusão e a convivência de todas as pessoas portadoras de alguma limitação aproximando-as da natureza”, argumenta a bióloga.
Cecília lembra que a preocupação do zoo em ser um local acessivo vem desde a década de 1990. “O zoo preocupa-se em alcançar todas as pessoas desde o início, então após constatarmos que eram necessárias algumas adequações, foi realizada em 2004 uma reforma geral no parque, na qual foram acrescentados alguns elementos que facilitam o deslocamento das pessoas pelo parque, como rampas, corrimãos, entre outros”, conta.
Alguns do pontos de acessibilidade destacados pelo guia são: bebedouros acessíveis; oferecimento de cadeiras de rodas para uso interno; locais de reunião, auditórios, cinemas, teatros acessíveis a pessoas em cadeira de rodas e com mobilidade reduzida; alguns dos equipamentos, experimentos, objetos, da exposição podem ser manipulados/tocados, réplicas de obras ou de animais, animais vivos ou espécimes podem ser manipulados/tocados; e pessoas em cadeira de rodas têm entrada liberada pelo portão lateral.
Cecília destaca que as atividades voltadas a experiências sensoriais são pensadas justamente para auxiliar esse público. “Já tivemos a exposição ‘Sentindo os Bichos’, uma ação educativa com o intuito é proporcionar uma maior integração das pessoas com deficiência visual na sociedade e apresentar a diversidade de animais existentes, sensibilizando, assim, para a conservação da natureza, em especial da fauna silvestre”, explica.
O zoo também conta com uma área de educação ambiental que realiza ações de atendimento interno para deficientes visuais, físicos, mentais, além de contar com iniciativas nas quais a equipe do parque vai a hospitais, abrigos de crianças e até as casas de repouso, levando conhecimento e entretenimento para essas pessoas.
O “Quinzinho de Barros” está localizado na rua Teodoro Kaisel, 883, na Vila Hortência, e funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 17h. Mais informações pelo telefone (15) 3227.5454.
Sobre o Guia
A iniciativa é do Grupo Museus e Centros de Ciências Acessíveis (MCCAC), da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Fundação Cecierj), da Rede de Popularização da Ciência e Tecnologia da América Latina e do Caribe (RedPOP) e do Museu da Vida, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
A publicação conta com a participação de 110 espaços científico-culturais que se dedicam à popularização da ciência e tecnologia, entre eles, museus e centros de ciências interativos, museus de história natural e antropologia, planetários, observatórios astronômicos, zoológicos, aquários de dez países da América Latina e do Caribe: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, México, Nicarágua, Panamá, Porto Rico e Uruguai.
Colaboraram a Associação Brasileira de Centros de Museus de Ciência (ABCMC), a Sociedad Mexicana para la Divulgación de la Ciencia y la Técnica (SOMEDICYT), a Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro e de outras organizações.
O Guia possui as versões em português e espanhol e versões acessíveis a leitores de tela e com audiodescrição das imagens e pode ser acessado através do link: http://www.redpop.org/wp-content/uploads/2017/12/GUIA-PT-Final_sem-audiodescri%C3%A7%C3%A3o.pdf[1]