Visa e Saae coletam amostras para monitorar qualidade da água

Por: Ana Carolina Chinelatto (Programa de Estágio) - Supervisão: Eduardo Santinon

Foto: Assis Cavalcante

Ação ocorre a cada semana em pontos determinados da cidade. Uma das amostras é enviada para análise em São Paulo

A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Vigilância Sanitária (Visa) da Secretaria da Saúde (SES) e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), fez nesta quarta-feira (20) a coleta de água em 11 pontos da cidade, para monitoramento da qualidade. A ação ocorre semanalmente, como parte do programa estadual de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano, o ProÁgua. O objetivo é colaborar com a proteção da saúde da população, garantindo a potabilidade da água destinada ao consumo humano no Estado de São Paulo.

De acordo com a supervisora de área da Visa, Valéria Zaccariotto Latorre, às quartas-feiras uma equipe de funcionários da divisão percorre os 11 pontos para realizar a coleta. “O Estado determinou os bairros e ruas que fazem parte de cada uma das 10 regiões da cidade. Cada semana nossa equipe visita uma delas para colher amostra de água”, explica.

Nesta quarta-feira (20), a coleta foi feita na região 9, que contempla os seguintes locais: Salvador Roque Romano (Jd. Tatiana); Ufscar e condomínio Fazenda Imperial (Rodovia João Leme dos Santos); rua Nestor Grillo (Jd. Guadalajara); rua Lituânia (Jd. Pagliato); Creche Maria Claro (Av. João Wagner Wey); Avenida Caribe e rua Levindo Lima (Campolim); rua Arthur Fonseca (Jd. Emília); Jorge Mendes (Jd. Sandra) e Hospital Leonor Mendes de Barros (Av. Pereira Inácio).

Conforme a técnica de laboratório da Visa, Elisabete Leide Marzola, um técnico do Saae de Sorocaba acompanha cada visita e colhe uma amostra para análise paralela. “Nós da Visa verificamos a temperatura e o pH da água no local. O teor de cloro é medido com equipamento do Saae”, frisa.

De acordo com Valéria, após a coleta, as amostras da Visa são envidas ao Instituto Adolfo Lutz, para análise. “Para evitar contaminação, no mesmo dia já levamos a amostra. Eles avaliam a presença de bactérias, o teor de flúor, a cor e turbidez da água. O resultado sai no máximo em 15 dias”, comenta. Dentre as principais causas das inconformidades encontradas nas águas estão ligações clandestinas e esgoto a céu aberto. “O esgoto escorre na água limpa e contamina. Cuidar da qualidade da água da cidade é uma questão de saúde pública, é extremamente importante”, completa.

Saae

Caso haja alguma alteração nos resultados, Valéria conta que a SES é notificada e, em caso de necessidade de manutenção, normalmente o Saae é quem faz o serviço. Segundo dados das Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal, Sorocaba tem melhorado de forma significativa, ano a ano, os índices de análises relacionados à água que chega às residências. Como consequência do aprimoramento do processo de tratamento que o Saae desenvolve, a água distribuída à população vem sendo considerada nas últimas duas décadas uma das melhores do País, inclusive por órgãos reconhecidamente idôneos e isentos, como o Instituto Trata Brasil e a Visa estaudal, via Programa Proágua.

Outro fator determinante para os índices de qualidade alcançados por Sorocaba são as análises da água realizadas nos laboratórios da autarquia a cada hora, em pontos diferentes dentro das Estações Tratamento “Dr. Armando Pannunzio” (ETA/Cerrado) e “Celso Eufrásio Monteiro” (ETA Éden), antes da distribuição à população. Por meio dos resultados dessas análises, os biólogos e químicos da autarquia efetuam os ajustes necessários para que a água que vai chegar às 210 mil ligações existentes em Sorocaba apresente todos os parâmetros estipulados pelo Ministério da Saúde.

Mensalmente, a média é de 15 mil análises físico-químicas e bacteriológicas realizadas, abrangendo ensaios diversos, tais como pH, cor aparente, turbidez, alcalinidade, dureza, ferro, cloreto, fluoreto, cloro livre, coliformes totais e E. coli.

Flúor

Antes de se tornar obrigatória a fluoretação das águas de abastecimento público no Brasil, em 1974, o Saae já realizava o procedimento desde 1973. São, portanto, 42 anos dessa iniciativa pioneira em Sorocaba, importante para a redução do índice de cárie dental em cerca de 60%. Diariamente, o Saae/Sorocaba faz a aplicação e dosagem de aproximadamente 800 quilos de flúor na água que é tratada e distribuída à população, totalizando 300 toneladas ao ano, num investimento de R$ 225 mil. (Colaboração: Carlos Lara – imprensa@saaesorocaba.sp.gov.br)

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