Vigilância Epidemiológica divulga balanço sobre arboviroses
Por: Viviane Gonçalves
A Vigilância Epidemiológica, órgão da Secretaria da Saúde de Sorocaba, divulgou na tarde desta segunda-feira (4) dados sobre as arboviroses: Dengue, Chikungunya, Zica e Febre Amarela. Os números referem-se ao balanço do ano de 2017, no período de 1 de janeiro a 1 de dezembro.
A Dengue é a doença que teve o maior número de notificações, foram 3479 casos, com confirmação laboratorial de 63 casos sendo, 57 positivos autóctones e 6 positivos importados. Foram enviadas amostras de casos confirmados para identificação de sorotipo viral com confirmação em dois casos de sorotipo 2. A taxa de casos positivos é de 1,8% dentre todos os notificados.
No mesmo período, ocorreram 216 notificações de suspeitos de Chikungunya, com confirmação de 26 casos, sendo 3 importados e 23 casos autóctones, não sendo observado concentração de casos em nenhuma região do município com característica de surto.
Com relação aos casos suspeitos de infecção pelo vírus Zika, foram de 30 notificações, 27 descartados e 3 casos aguardando resultado laboratorial. Até o momento não há casos confirmados de infecção pelo Zika Vírus no município em 2017.
Neste ano ocorreram 9 notificações de casos suspeitos de Febre Amarela, sendo 8 casos descartados e 1 caso confirmado importado de Minas Gerais no primeiro semestre de 2017.
Os dados apontados são obtidos a partir da notificação de casos suspeitos por todos os serviços de saúde. Os trabalhos realizados na Vigilância em Saúde, através dos setores de Vigilância Epidemiológica e de Zoonoses monitora a ocorrência de casos, mapeia os casos positivos e organiza ações de bloqueio para evitar o surgimento de casos secundários.
Sorocaba apresenta neste ano baixa ocorrência de dengue, os primeiros casos diagnosticados como autóctones de Chikungunya e ausência de casos confirmados de Zika Vírus. Este cenário reflete o quadro epidemiológico nacional, onde a Chikungunya representa no momento a principal preocupação dentre as arboviroses urbanas.
O Estado de São Paulo está em alerta em relação aos recentes casos de Febre Amarela Silvestre. No entanto, não observamos casos confirmados em humanos e em primatas não humanos em nossa região.
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