Uso da internet por crianças e adolescentes precisa de informação e diálogo
Por: Secom / Secid
A Secretaria da Cidadania e Participação Popular (Secid) promoveu na noite desta terça-feira (21) a palestra “Os perigos da internet para crianças e adolescentes”, no Auditório “Pedro Salomão José”, anexo à Escola Municipal “Getúlio Vargas”, dentro do projeto “A Marca na Rosa”. A policial federal Fernanda Balas apresentou ao público, em boa parte formado por pais de alunos e professores da Rede Municipal de Ensino, os principais riscos presentes na web, o acompanhamento permanente das atividades desenvolvidas pelas crianças e adolescentes e os principais canais para a denúncia de crimes virtuais.
Desde o mês de março, “A Marca na Rosa” já realizou rodas de conversa sobre a violência contra a mulher e o combate a relacionamentos abusivos com mais de mil estudantes em escolas públicas de Sorocaba. Segundo a coordenadora de Políticas para Mulheres da Secid, Ana Miragaia, por meio do diálogo com os adolescentes, sentiu-se a necessidade de levar mais informações sobre crimes sexuais na internet.
De forma complementar, a secretária Suélei Gonçalves destacou a iniciativa da palestra com a policial federal como exemplo de ação pública decidida por indicação dos beneficiários. “Os alunos nos trouxeram um olhar sobre o tema diferente da forma com que nós enxergamos. Esta importante parceria é um exemplo de como queremos fortalecer a participação popular, para que o Poder Público e a sociedade civil possam cada vez mais resolver juntos problemas do dia a dia”, acredita.
Perder o medo e a vergonha
De acordo com Fernanda Balas, estimativas da Polícia Federal dão conta de que menos de 1% dos crimes envolvendo a exploração sexual de crianças e adolescentes na internet sejam denunciados. “Muitas vezes, as vítimas e as famílias não tem conhecimento sobre os crimes, quais são os canais de denúncia ou se calam por medo, vergonha de exposição ou até mesmo culpam a vítima. É preciso conhecer os perigos e acompanhar o que crianças e adolescentes fazem na internet e, se preciso, procurar ajuda. Temos que falar por eles”, explica.
A policial afirmou que em cerca de 38% dos casos envolvendo adolescentes e 37% crianças os agressores possuem vínculos familiares com as vítimas, sendo que em 74,2% das crianças e 92,4% dos adolescentes as vítimas são do sexo feminino. Os principais registros de ocorrências se referem ao compartilhamento em sites e redes sociais de imagens de sexo ou nudez, a prática de “sextorção” e o uso de programas de inteligência artificial para a prática de crimes, por exemplo, a “Momo” e o “Sin Simi”.
Os casos de crime na internet podem ser denunciados pelo Disque 100, canal de denúncias telefônicas anônimas, ou por meio dos sites denuncie.org.br e new.safernet.org.br. Estiveram presentes ainda na palestra o deputado estadual Danilo Balas; a vereadora Cíntia de Almeida; a diretora do “Getúlio”, Silvana Salas Gomes; e representantes de outras secretarias municipais e da Polícia Militar.
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