Com o objetivo de chamar a atenção de toda a sociedade para a necessidade e importância do respeito às mulheres no transporte coletivo e nos espaços públicos, a Urbes – Trânsito e Transportes e a Secretaria de Mobilidade e Acessibilidade (Semob) publicam nesta quinta-feira (12) edição especial do Compartilhando, que orienta sobre o que é a violência contra as mulheres, como se defender e denunciá-la.
O vídeo é resultado do trabalho realizado pelo setor de Comunicação, em parceria com o Conselho Municipal da Mulher e dá início à uma campanha que incluirá o treinamento dos funcionários dos terminais urbanos e conteúdo orientativo específico sobre o tema. Para o vídeo, que será disponibilizado nas redes sociais da Urbes e da Prefeitura, a Comunicação utilizou como embasamento a Lei de Importunação Sexual.
“Trata-se de um ambiente nem sempre respeitoso e nem todas e todos sabem como agir ao serem abordados de forma invasiva. A intenção deste projeto é criar uma cultura de respeito e incentivar a autopreservação e defesa, em caso de agressão”, explica Tarsis Ramos, diretor de Comunicação da Urbes.
Por que abordar esse tema?
Para a Urbes e a Semob, a importância de falar sobre o tema está atrelado ao fato da grande maioria das vítimas não faz registro do assédio por constrangimento, o que prejudica em muito a nossa estatística. “Hoje, 100% do transporte coletivo conta com videomonitoramento, e temos ainda à disposição dos usuários um APP denominado CITTAMOBI, no qual disponibilizamos um atalho para que a (o) usuária (o) possa denunciar assalto, assédio e outros incidentes, bastando tão somente à vítima acionar o Botão de Incidentes Grave – BIG. No entanto, nem todos os usuários conhecem esse recurso e sabem que a denúncia pode ser anônima”, explica Sergio Pires, diretor-presidente da Urbes.
“Muitas pessoas não denunciam a agressão em razão de muitas (os) usuárias (os) se sentirem constrangidas (os) em denunciar o ato libidinoso e, ao mesmo tempo, se expor. Temos inclusive registro de usuárias (os) que, após denunciar o fato, se recusam a dar prosseguimento e mandam liberar o acusado, pois não quer ir registrar ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher”, diz Gilmar Tadeu Ribeiro Alves, secretário de Mobilidade e Acessibilidade.
Itens da abordagem
(12/12/19)