Dar um novo significado aos resíduos industriais, transformando-os em recursos a ser utilizado por escolas, artistas, artesãos e comunidade em geral. Esse é o principal objetivo do Projeto de Ressignificação de Resíduos Industriais que foi apresentado a representantes das universidades Uniso, PUC, Uniesp e Facens pela presidente do Fundo Social de Solidariedade (FSS), Maria Inês Moron Pannunzio.
Pelo projeto, os materiais, após triagem realizada por uma equipe técnica, serão organizados e armazenados em um galpão onde creches, escolas, artesãos e artistas poderão utilizá-los em suas atividades. “Aquilo que antes era considerado um resíduo, poderá ser transformado em uma obra de arte, por exemplo. Isso é colocar a sustentabilidade em prática”, explicou Maria Inês, idealizadora do projeto.
A ideia surgiu após uma viagem feita por Maria Inês à cidade italiana de Reggio Emilia, onde conheceu o projeto chamado Remida, um verdadeiro centro de reaproveitamento do município que conta com a parceria de 170 empresas e que virou modelo para outros 17 países. “Nas escolas de educação infantil de Reggio Emilia, as crianças utilizam esses materiais nas atividades de brincadeira e de criação”, contou.
Além do armazenamento dos resíduos, a ideia é que o galpão seja um espaço de fomento à criatividade e que tenha uma programação educativa, por meio de oficinas de como utilizar os materiais, bem como exposições.
A proposta também foi apresentada para representante das empresas Eadi Aurora; Metso; Toyota do Brasil; YKK; Linhanyl; Wobben Wind Power; Index; Alberflex; Metalac; Ciclo Ligas; JCB do Brasil; Johnson Controls; Dana; Codap; Grupo Salmeron; Cascadura; Lang Mekra; Belmetal, Emerson e representante do Ciesp.
O próximo passo será o levantamento junto às empresas dos resíduos existentes e a organização, junto às universidades, de um Simpósio sobre “A ressignificação dos resíduos industriais e a dimensão estética”.
O projeto de Ressignificação de Resíduos Industriais integra as ações do Fundo Social junto aos artesãos de Sorocaba, através do projeto Viver Arte, que atua no incentivo à criatividade e qualidade artística dos trabalhos, bem como a maior inclusão da arte na educação da primeira infância.