Sorocaba terá um galpão para reaproveitamento de resíduos industriais
Dar um novo significado à palavra resíduo, transformando-o em recursos a serem utilizados pelas escolas, artistas, artesãos e comunidade em geral. Esse é o principal objetivo do Projeto de Ressignificação de Resíduos Industriais que foi apresentado para representantes de 40 empresas da cidade pela presidente do Fundo Social de Solidariedade de Sorocaba (FSS), Maria Inês Moron Pannunzio, na manhã desta quinta-feira (28), no auditório da Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger”.
O evento contou com a presença da vice-prefeita e secretária de Desenvolvimento Social (Sedes), Edith Di Giorgi, e dos secretários do Meio Ambiente (Sema), Clebson Ribeiro, da Cultura (Secult), Jaqueline Gomes, e da Educação (Sedu), José Simões, parceiros da iniciativa.
Pela proposta do projeto, as empresas destinarão à Prefeitura de Sorocaba diversos tipos de resíduos industriais que, após triagem realizada por uma equipe técnica, serão armazenados em um galpão.
Lá eles serão organizados e creches, escolas, artesãos e artistas poderão utilizá-los em suas atividades. “Aquilo que antes era considerado um resíduo, poderá ser transformado em uma obra de arte, por exemplo. Isso é colocar a sustentabilidade em prática”, explicou Maria Inês Moron Pannunzio, idealizadora do projeto.
A ideia surgiu após uma viagem feita por Maria Inês à cidade italiana de Reggio Emilia, onde conheceu o projeto chamado Remida, um verdadeiro centro de reaproveitamento do município que conta com a parceria de 170 empresas e que virou modelo para outros 17 países. “Nas escolas de educação infantil de Reggio Emilia, as crianças utilizam esses materiais nas atividades de brincadeira e de criação”, lembrou a presidente do FSS.
Além do armazenamento dos resíduos, a ideia é que o galpão seja um espaço de fomento à criatividade e que tenha uma programação educativa, com oficinas de como utilizar os materiais, bem como exposições.
A proposta foi bem recebida pelos representantes das empresas presentes, entre elas, a Toyota do Brasil, YKK, Linhanyl, Metso, Wobben Wind Power, Index, Alberflex, Metalac, Zilco Ligas, JCB do Brasil, Johnson Controls, Dana, Codap, Salmeron, Cascadura, Long Mekro, Belmetal e Emerson.
O próximo passo será o levantamento junto às empresas dos resíduos existentes e a organização de um seminário sobre o tema “Sustentabilidade e a Dimensão Estética”.
O Projeto de Ressignificação de Resíduos Industriais integra as ações do Fundo Social junto aos artesãos de Sorocaba, através do Projeto Viver Arte, que atua no incentivo à criatividade e qualidade artística dos trabalhos, bem como a maior inclusão da arte na educação da primeira infância.
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