Endereço: http://agencia-local.sorocaba.sp.gov.br/sorocaba-continua-sem-caso-positivo-de-zika/
Acessado em: 30/11/2025 - 05h08

Sorocaba continua sem caso positivo de zika

Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br

Instituto Adolfo Lutz confirmou que exame em idoso de 61 anos deu negativo.

Sorocaba continua sem registro de casos de infecção pelo vírus Zika. A Secretaria da Saúde (SES) recebeu na tarde desta quarta-feira (23) a confirmação, pelo Instituto Adolfo Lutz, de negatividade no resultado do exame feito a partir da coleta de sangue de um idoso de 61 anos, suspeito de estar com a doença. Esta é a sexta notificação descartada de zika em Sorocaba neste ano.

O paciente, cujo caso acaba de ser descartado, apresentou os sintomas característicos doença e não tinha viajado para áreas com maior número de casos, como a região Nordeste do Brasil. “O resultado negativo é um alívio, pois um diagnóstico positivo significaria que o vírus estaria circulando em Sorocaba. Seria um caso local e não importado de outra cidade, já que o paciente não viajou”, explica o diretor da Área de Vigilância em Saúde, Rafael Reinoso.

O sangue do paciente foi coletado no dia 10 e as amostras enviadas para o laboratório de referência, o Adolfo Lutz, em São Paulo, no dia 11. Eram duas amostras, uma para teste de dengue e outra de zika. O material chegou lá no dia 15. Conforme protocolo, a suspeita para zika prossegue caso os exames para dengue sejam negativos.

Rafael alerta sobre a importância da notificação à rede municipal de saúde dos casos suspeitos da doença, inclusive de dengue e chikungunya, de modo que a SES possa agilizar a realização de ações de bloqueio visando frear o surgimento de novos casos e a proliferação dessas doenças. A notificação também deflagra iniciativas voltadas ao acompanhamento e tratamento do possível doente.

No caso do suspeito de zika, o paciente apresenta quadro de febre baixa (menor que 38,5ºC), acompanhada de erupções vermelhas pelo corpo e um dos seguintes sintomas: conjuntivite, coceira, dor articular ou inchaço de membros inferiores.

Microcefalia

Quanto ao caso da paciente gestante de bebê com suspeita de microcefalia, cujo material foi encaminhado para análise laboratorial de vírus zika, a SES continua aguardando o resultado. “O diagnóstico não está fechado”, reitera Rafael. A gestante de 22 anos de idade recebe acompanhamento na Policlínica, tem dois filhos e apresentou os sintomas para infecção pelo vírus Zika na 23ª semana de gestação. A constatação foi no dia 7 e no dia 11 de dezembro houve visita à casa da paciente. A família da gestante é de Pernambuco – Estado brasileiro com maior número de microcefalia ligada à zika – mas a paciente alegou que não manteve contato com seus familiares.

A rede municipal ainda segue protocolo do Ministério da Saúde para notificação de casos suspeitos de microcefalias, para constatar se há relação com o Zika vírus. Há procedimentos padrão adotados em maternidades e demais estabelecimentos de atendimento obstétrico e de assistência a gestantes e recém-nascidos.

Chikungunya e dengue

Em relação à chikungunya, além dos três casos notificados confirmados anteriormente, importados de outros estados, a SES investiga as seis notificações em uma família que veio de Pernambuco e cujas amostras de sangue foram enviadas para análise. “Também estamos à espera desses resultados, cujas amostras foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz”, aponta o diretor da Área de Vigilância em Saúde da SES.

No que se refere à dengue, a SES ainda trabalha com dados do boletim nº 23, divulgado no dia de 14 de dezembro passado. São 25 casos positivos neste segundo semestre. “No mês de janeiro vamos emitir novo boletim, com o fechamento do ano de 2015”, adianta Rafael, que reforça a necessidade do apoio da população em adotar ações para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor tanto da dengue como das febres zika e chicungunya.