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Acessado em: 18/01/2026 - 02h07

Sorocaba completa um ano do fechamento de hospitais psiquiátricos na cidade

Por: Marcelo de Almeida Júnior - marcalmeida@sorocaba.sp.gov.br

Nesta quinta-feira (7) Sorocaba completa um ano do encerramento das atividades do Hospital Vera Cruz, finalização do processo de desinstitucionalização da saúde mental e cumprimento do TAC (Termo de Ajuste de Conduta). Para esse importante novo ciclo da saúde mental na cidade, a Secretaria da Saúde (SES) conta com 40 residências terapêuticas que abrigam cerca de 361 moradores que são egressos de hospitais psiquiátricos e oito CAPSs (Centros de Atenção Psicossocial) para oferecer suporte de tratamento a esses pacientes.

A coordenação de Saúde Mental atuou diretamente no processo ajudando a localizar a origem dos pacientes, fazendo contato com familiares e os municípios identificados. A equipe da coordenação também auxiliou os gestores das cidades contatadas para que pudessem tomar as providências necessárias, como abertura de residências terapêuticas e Centros de Atenção Psicossocial (CAPSs) para providenciar a alta e a transferência dos pacientes.

De acordo com a SES, essa vitória foi possível através de todos que acreditaram e trabalharam no projeto com competência técnica e humanizada. Durante esse período, equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centros de Atenção Psicossocial (CAPSs), Leitos de Psiquiatria em Hospitais Gerais, equipe do Hospital Vera Cruz e equipes de Urgência e Emergência trabalharam exaustivamente para que o processo fosse concluído.

As Residências Terapêuticas foram instituídas pela Portaria/GM nº 106 de fevereiro de 2000 e são parte integrante da Política de Saúde Mental do Ministério da Saúde. Esses dispositivos, inseridos no âmbito do Sistema Único de Saúde/SUS, são centrais no processo de desinstitucionalização e reinserção social dos egressos dos hospitais psiquiátricos.

Melhoras e humanização aos egressos

Ao serem transferidas para as Residências Terapêuticas essas pessoas resgataram o direito de viver em sociedade, com responsabilidades do cotidiano e com liberdade para ir e vir. Hoje, essas pessoas vivenciam a rotina doméstica, além de viver em comunidade, dividindo as casas com outras pessoas e concretizando uma importante conquista social.

De acordo com a coordenação de Saúde Mental, houve uma grande melhoria, evolução e humanização aos egressos de hospitais psiquiátricos. Atualmente, estas pessoas possuem melhor qualidade de vida e têm aprimorado suas atividades de vida diária e instrumentais. Dessa forma, cada vez mais resgatam vivências significativas e exercem seus direitos. E as conquistas continuam surgindo”, conta a coordenadora de Saúde Mental, Eline Vitor.

As equipes das Residências Terapêuticas são divididas em dois tipos: Tipo I e Tipo II, constituídas por cuidadores, técnicos de enfermagem e as coordenadoras dessas unidades (referência técnica de nível superior com formação ou experiência em Saúde Mental). E são responsáveis por assistirem os moradores em suas necessidades sempre com o objetivo de tornar a casa como um “lar” e dar suporte às vivências dos moradores de forma a contribuir com a reinserção destes.

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