Sorocaba apresenta índices adequados de Flúor
Por: Carlos Lara - imprensa@saaesorocaba.sp.gov.br
Saae utiliza o produto há mais de 40 anos na água distribuída à população
Considerada a mais ampla pesquisa já realizada no mundo, a análise da fluoretação da água no Estado de São Paulo, promovida pelo Conselho Regional de Odontologia (Crosp), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade de São Paulo (USP), mostrou que Sorocaba está entre os municípios que mantêm índices adequados de flúor na água que distribui à população.
A fluoretação das águas de abastecimento público no município de Sorocaba está sob a responsabilidade do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), sendo realizada desde 1973, portanto já há 42 anos. De acordo com a cirurgiã-dentista da autarquia, Érica Helena Sgroi Martinez, que atende os servidores há 26 anos, o flúor tem ação preventiva e terapêutica e a constância da sua utilização nas águas de abastecimento público se mostra importante por melhorar a saúde bucal da população, principalmente as de menor nível socioeconômico, devido à sua ação coletiva e de baixo custo. Ele exerce uma função tópica na superfície dental, aumentando e favorecendo a remineralização de lesões iniciais de cárie, não oferecendo resistência permanente à cárie, uma vez que as pessoas privadas da exposição ao flúor voltam a ter as mesmas chances de desenvolver cárie dental que aquelas que nunca foram expostas.
“Tanto o excesso como a falta de flúor são prejudiciais, pois enquanto os baixos índices não protegem contra a cárie, a alta concentração resulta na fluorose dental, que são defeitos na mineralização do esmalte dentário”, explica Érica Helena.
O trabalho de pesquisa do Crosp/Unicamp/USP, desenvolvido durante todo o ano passado junto a 642 municípios de São Paulo, mostrou que quase 30% das amostras pesquisadas estavam inadequadas, com índices acima ou abaixo da concentração considerada ideal, ou seja, entre 0,6 e 0,8 ppm F (partes por milhão de unidade de fluoreto).
Em Sorocaba, as coletas e análises da água distribuída foram realizadas entre agosto e setembro de 2014, em oitos locais: Centros de Saúde da Vila Jardini, Barcelona, Éden e Cajuru; e nos Centros de Educação Infantil do Jardim Magnólias, Jardim Santa Rosália e Cajuru, além de uma unidade dos Correios no bairro Iporanga. As análises mostraram que o nível mais baixo de flúor apresentado foi de 0,61 e o mais alto de 0,80 ppm.
A pesquisa realizada apontou ainda que das 11.715 amostras coletadas em 2014 nos 642 municípios, 71,5% apresentavam concentração de flúor adequada, enquanto que 28,5% apresentaram quantidades acima ou abaixo dos índices considerados ideais.
Quase 20 mil análises
Para manter os índices do flúor rigorosamente dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde, o Saae/Sorocaba mantém toda uma estrutura que possibilita a análise diária da água que é distribuída à população, incluindo um corpo técnico de biólogos, químicos demais funcionários para manter a logística necessária, além de laboratórios próprios, devidamente equipados e certificados.
“Em 2014, por exemplo, realizamos um total de 19.961 procedimentos para o controle dos índices de flúor na água que distribuímos à população, com coletas e análises em diversos pontos da cidade, tanto antes de sua distribuição, ainda dentro das Estações de Tratamento, como também nas ruas, incluindo as redes de distribuição e os cavaletes dos hidrômetros, na chegada da água nos imóveis”, destaca Antônio Carlos Andrade Canabarro, químico e chefe do Departamento de Tratamento de Água do Saae/Sorocaba.
Para a adição do flúor no processo de tratamento da água, a autarquia utiliza bombas dosadoras peristálticas, um equipamento de alta precisão, mesma tecnologia empregada em procedimentos na área da medicina. O trabalho inclui, também, as regiões abastecidas por poços artesianos, como Brigadeiro Tobias, onde o Saae/Sorocaba instalou equipamentos similares.
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