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Acessado em: 17/01/2026 - 20h49

SES orienta sobre ações preventivas à conjuntivite

Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br

Número de casos está dentro do esperado e não houve registro de surto. Porém, população deve ficar atenta aos sintomas, sobretudo, em época de calor

Embora este ano não haja registro de ocorrência de surtos, a população deve estar sempre alerta e ficar atenta quanto aos sintomas da conjuntivite; sobretudo em época de calor, que favorece a proliferação de casos. A conjuntivite é uma doença que se caracteriza pela inflamação da conjuntiva (membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra).

Neste ano, até o final dia 7 de novembro, a Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES) confirmou 9.603 notificações da doença, contra 10.401 casos em 2014, no mesmo período. Segundo a pasta, o número de casos de conjuntivite no município está dentro do esperado. “Em novembro também não houve mudança significativa no total de casos. Não há este ano, até o presente momento, qualquer alteração na curva de tendência do município para novos casos de conjuntivite, sem ocorrências de surtos em unidades coletivas (notificadas)”, reitera Pedro Borges de Andrade Filho, médico da Divisão de Vigilância Epidemiológica da SES.

No ano passado houve 12.510 casos notificados de conjuntivite, também sem surtos. As mulheres representaram 6.941 casos e os homens 5.569. A grande maioria das ocorrências, 9.888 (79% do total), foi anotada em pessoas com 15 anos de idade ou mais (ver quadro). No mesmo ano, a SES informa que prestou ainda mais 868 atendimentos a pacientes com conjuntivite, mas oriundas outros municípios da região e que procuraram a rede municipal em Sorocaba.

Em virtude dos índices, a SES esclarece que não há qualquer programação para campanha de prevenção. Contudo, todas as unidades de saúde da rede municipal, no seu ritmo de atividades diárias, promovem orientações sobre a doença e a importância de adotar medidas de higiene pessoal e coletiva para se evitar novos comprometimentos. “Há, no entanto, um maior número de casos notificados durante os períodos de frio excessivo (aglomeração de pessoas em pequenos espaços) ou de calor excessivo (sudação e pouca atividade da higiene de mãos limpas)”, destaca Pedro.

Sintomas e dicas

A conjuntivite é causada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. A viral é muito contagiosa, frequentemente no verão, mas não é grave apesar de gerar incômodo. O contágio é por meio do contato direto com a pessoa doente ou objetos contaminados, o que ocorre com maior facilidade em ambientes fechados como escolas, creches e ônibus. Os principais sintomas da conjuntivite são: olho vermelho e lacrimejante; inchaço nas pálpebras; intolerância à luz, visão embaçada e borrada.

Não existe um tratamento específico para conjuntivite viral. Para diminuir os sintomas e o desconforto pode-se utilizar soro fisiológico gelado e compressas sobre as pálpebras, limpar os olhos com frequência ou usar colírios lubrificantes e lágrimas artificiais. O tratamento pode variar de 5 dias (bacteriana) a 20 (viral), até o desaparecimento da secreção.

De acordo com a SES, há medidas que o cidadão pode adotar para diminuir o risco de adquirir uma conjuntivite. São elas: não usar maquiagem de outras pessoas e não emprestar a própria, evitar compartilhar toalhas de rosto, lavar as mãos com frequência e não levá-las aos olhos, usar óculos de mergulho para nadar ou óculos de proteção se você trabalha com produtos químicos, não usar medicamentos sem prescrição e evitar nadar em piscinas sem cloro ou em lagos.

Outras medidas que podem ser tomadas, sobretudo para se evitar a propagação da conjuntivite viral, são: lavar as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas, não encostar o frasco do colírio ou da pomada no olho, evitar a exposição à agentes irritantes (fumaça) e/ou alérgenos (pólen) que podem causar a conjuntivite, não usar lentes de contato[1] enquanto estiver com conjuntivite ou se estiver usando colírios ou pomadas, evitar piscinas e não compartilhar lençóis, toalhas, travesseiros e outros objetos de uso pessoal de quem está com conjuntivite.

As orientações aos munícipes, a princípio, são dadas pelos profissionais assistentes nas Unidades de Saúde ou Ambulatórios públicos e privados. Entretanto, é importante que haja o acompanhamento do oftalmologista[2] para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.

Monitoramento

A Divisão de Vigilância Epidemiológica da SES monitora o número de casos da doença e, caso identifique mudança do padrão da curva de tendência, emitirá boletim informativo. “A ação é plenamente suficiente para manter a situação de alerta da doença. No momento, não há motivo para preocupação, uma vez que estamos com o número de casos dentro do esperado”, reitera Pedro.

Casos de conjuntivite por sexo e faixa etária em Sorocaba (ano 2015)

<1 ano 1 – 4 anos 5 – 9 anos 10 – 14 anos +15 anos TOTAL
Masculino 328 548 355 239 4.256 5.569
Feminino 157 475 321 356 5.632 6.941
TOTAL 485 1.023 676 595 9.888 12.510
* dados de janeiro até o final de outubro
Fonte: SES

 

Endnotes:
  1. lentes de contato: http://www.hospitaldeolhos.net/especialidades-lentes-de-contato.asp
  2. oftalmologista: http://www.hospitaldeolhos.net/www.hospitaldeolhos.net