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Acessado em: 18/01/2026 - 05h50

SES fecha janeiro com 101 toneladas de inservíveis recolhidos

Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Assis Cavalcante

Resultado das ações de combate ao mosquito Aedes, o arrastão no último sábado, em parceria coma Sucen, retirou 2.050 quilos criadouros de larvas dentro de casas no bairro Nova Sorocaba

A Divisão de Zoonoses da Secretaria de Saúde de Sorocaba fechou o mês de janeiro de 2016 com o recolhimento de 101,4 toneladas de inservíveis de dentro de imóveis na cidade. Os materiais são propícios à formação de criadouros de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e das febres chikungunya. Somente na ação “Todos juntos contra o Aedes aegypti”, iniciativa conjunta com Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), e realizada no sábado (30) no bairro Nova Sorocaba, foram removidos 2.050 quilos de materiais.

Do total recolhido ao longo de janeiro nos chamados arrastões, 58,5 toneladas são de pneus e o restante, 42,8 toneladas, de outros tipos de materiais, como restos de móveis ou materiais de construção, garrafas, brinquedos velhos, caixas d’água quebradas, vasos e aparelhos eletrônicos danificados, entre outros. A ação, que é realizada diariamente, tem priorizado os bairros onde foram constatados casos suspeitos ou confirmados de dengue, zika ou chikungunya.

Segundo o Biólogo da Divisão de Zoonoses da SES, João Ricardo Pereira Ennser, nas visitas de casa em casa a SES atua combatendo a proliferação do mosquito por meio da remoção de criadouros e na educação e orientação dos moradores quanto às medidas preventivas. “Mas tem bairro que, por mais que realizemos a ação, continua saindo grande quantidade de criadouros. Por exemplo, o Nova Sorocaba, só em janeiro foram removidos 6.030 quilos. Isso, porque o bairro que já foi alvo de três ações do tipo”, alerta.

Fevereiro

Nesta primeira semana de fevereiro os arrastões serão realizados nos bairros Jardim Paineiras, Colorau, Wannel Ville, Jardim do Carmo, Vila Carvalho, Maria do Carmo e Itanguá. Neste último, uma das equipes da Zoonoses recolheu 500 quilos de inservíveis em uma única residência. “Já é muito, mas se contar que na sexta passada tiramos 1.500 quilos de dentro de uma casa da Vila Fiori, vai parecer pouco, mais 600 quilos à tarde, em outros imóveis”, relata Marcelo Assis, que integra a equipe de retirada de inservíveis.

O biólogo destaca que a situação em questão foi um caso especial, de pessoa acumuladora, que se caracterizava em situação de risco de zoonoses para moradores da região. “Nossa atuação não é específica contra a dengue zika e chikungunya, mas visa também evitar a proliferação de ratos, aranhas, escorpiões e outros animais peçonhentos”, explica.

O agente de vigilância em saúde, Nélson Acquaviva, conta que criadouros de larvas do Aedes têm sido encontrados diariamente nos imóveis. “Achei até em vaso sanitário da escola estadual. As larvas estão em lugares que a pessoa menos imagina, ou seja, oferece risco há muito mais gente do que se pensa.” Proprietário de uma construção no Jardim Itanguá, Benedito Cristiano, 64 anos, fez questão de abrir o imóvel para ser vistoriado pelo agente de saúde. Não havia focos de dengue no local, mesmo assim foi orientado e recebeu folheto explicativo. “Geralmente, nas obras, sempre há algum foco”, completa o também agente Márcio Rios.

Para esta semana também está programada a nebulização – por meio da aplicação de veneno – de propriedades que já passaram por vistoria no Jardim Itanguá, assim como nos bairros Colorau, Jardim Rodrigo, Paineiras, Vila Carvalho e Parque São Bento. “Contamos com o apoio da população para que faça a vistoria semanal em casa e elimine os possíveis criadouros. Não adianta o poder público fazer a sua parte se não houver adesão maciça dos munícipes”, finaliza o biólogo da “Zoonoses”.