SES alerta para materiais que serão recolhidos no Dia “D”
Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br
Ação neste sábado ganhará reforço da Marinha, que fará ação educativa na Vila Hortênsia
Caixa d´água, tambores, reservatórios, vasos de planta de plástico, pratos de plantas, latas, frascos, plásticos, garrafas, baldes, bandejas, calhas, vasos sanitários, pias, tanques, máquinas de lavar, piscinas desmontáveis, lonas, pneus, bebedouros, peças e sucatas. Esses são exemplos de objetos que podem acumular água e servir de criadouro para larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika e que neste sábado, dia 13, serão recolhidos dentro do Dia “D” de Combate ao Aedes aegypti.
A ação acontece das 8h às 14h no município, em determinadas ruas (ver arquivos em anexo) dos bairros Jardim Sol Nascente/Jardim Monterrey, Paineiras e Cajuru do Sul, como parte de uma operação nacional promovida pelo Ministério da Saúde em todo o País contra o Aedes.
O recolhimento desses materiais e a conscientização da população quanto à necessidade de prevenir essas doenças e evitar possíveis criadouros são os principais objetivos do movimento, que contará com a participação de equipes da Divisão de Zoonoses da Secretaria da Saúde (SES), Exército, Defesa Civil, Guarda Civil Municipal, Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e das secretarias de Serviços Públicos (Serp) e da Fazenda (SEF), atuando nesses bairros. Nesta semana, a ação ganhou ainda o reforço da Marinha, que vai realizar distribuição de folhetos educativos aos moradores da Vila Hortência. Devem participar cerca de 180 fuzileiros.
A mobilização nos três bairros citados terá a participação de 40 soldados do Exército, 20 agentes da Sucen e 30 profissionais da Divisão de Zoonoses da SES. Essa área total contempla 3.536 imóveis e a SES prevê que aproximadamente 2.500 recebam visitas das equipes mistas. A delimitação das áreas que serão atendidas no Dia “D” foi definida pela SES com base no maior número de casos suspeitos ou confirmados dessas doenças ligadas ao Aedes.
Não pode
Neste Dia “D”, durante o trabalho de arrastão não serão removidos materiais como sofás, poltronas, colchões, espumas, armários, cadeiras e mesas, demais móveis de madeira, camas, lixo orgânico, materiais de construção, galhos, troncos e demais materiais de poda, além de outros que não acumulam água e não servem de criadouro. “Em caso de dúvida, no momento da visita os agentes e soldados orientarão se o material poderá ou não ser removido”, explica o diretor da Área de Vigilância em Saúde da SES, Rafael Reinoso.
Nesta sexta-feira (12), agentes da Divisão de Zoonoses capacitaram as equipes do Exército sobre como atuar no Dia “D”. “Vamos explicar que o problema nem sempre está na casa do vizinho, mas que pode estar na residência do próprio cidadão, que às vezes nem faz ideia disso ou reluta em colaborar”, destaca o tenente-coronel Ariovaldo dos Santos Obregon, da 14ª Circunscrição de Serviço Militar do Exército em Sorocaba.
Na ocasião, também foi definida a estratégia que será desencadeada na ação. O arrastão ocorrerá por quarteirão. Os agentes de saúde partem às 8h da sede da Divisão de Zoonoses (Av. Dr. Eugênio Salerno, 140,Centro), rumo aos bairros atendidos. Cada equipe será formada por agentes e soldados que vão bater nas portas, dar dicas preventivas e orientar a comunidade a colocar na calçada os materiais que acumulem água para serem recolhidos, ainda no mesmo dia.
Em cada região, dois caminhões serão disponibilizados para fazer o transporte desse material. A Polícia Militar, que inicialmente participaria do trabalho de porta em porta, vai dar apoio operacional, por meio de reforço no policiamento ostensivo nas áreas onde o Dia “D” será promovido. A GCM também fará rondas nessas áreas.
“O órgão público é o agente de motivação e a adesão da população é fundamental. Se não fizermos isso tudo, corremos o risco de não vencermos a guerra contra o Aedes”, menciona o coordenador da Defesa Civil de Sorocaba, o coronel José Roberto Montgomery Soares. Este será o terceiro dia “D” realizado pela Prefeitura – os dois primeiros ocorreram em 2015 –, porém é o primeiro com o apoio das Forças Armadas.
