SES alerta para falta de medicamento com distribuição suspensa no Brasil
Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br
Aos pacientes que precisam de medicamento cujo princípio ativo é a Fenitoína, a Secretaria da Saúde (SES) de Sorocaba orienta que conversem com o seu médico para verificar a possibilidade de troca desta medicação por outras drogas anticonvulsivantes. O motivo é que a produção da Fenitoína está suspensa no Brasil desde abril de 2015, por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Devido a isso, o estoque que havia disponível na rede municipal já terminou.
A Fenitoína é um fármaco usado, sobretudo, no tratamento e prevenção de convulsões, epilepsia, nevralgia ou após neurocirurgia. Não há previsão para normalizar a distribuição, pois a produção está comprometida devido à falta de matéria-prima no mercado internacional. O medicamento também não está mais disponível nas demais farmácias do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Estamos tentando comprar desde setembro de 2015. A compra da Fenitoína foi fracassada no pregão e estamos com dificuldades para adquirir, até mesmo, emergencialmente”, explica a farmacêutica Thais de Souza Ferreira Carvalho, coordenadora da Central de Abastecimento Farmacêutico da SES. Segundo disse, a SES conseguiu doações do produto em outubro de 2015, porém a validade dos mesmos expiraram em 31 de janeiro deste ano.
Entre os outros tipos de medicamentos que podem ser utilizados no tratamento das crises convulsivas como opção à Fenitoína existe a Carmazepina 200 miligramas e o ácido valpróico, entre outras. A venda desses medicamentos também só é permitida mediante apresentação de prescrição médica. “De fato, existe procura pelo remédio à base de Fenitoína, porém, a mudança no tratamento depende do paciente passar por avaliação do seu médico”, lembra Rodolfo Pinto Machado de Araújo Filho, coordenador médico da Policlínica Municipal de Sorocaba.
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