Seleção sorocabana de handebol feminino vive bom momento na Lhesp

Por: Esdras Felipe Pereira (Programa de Estágio) Supervisão: Tânia Franco – ttferreira@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Assis Cavalcante

 

 

Na categoria adulto, destaques individuais têm influenciado no rendimento positivo no início da competição

A boa fase da seleção sorocabana feminina – categoria adulto – nos primeiros jogos da Liga Handebol do Estado de São Paulo (Lhesp) chama a atenção. Atual líder da competição, com 10 pontos ganhos, o grupo como um todo é elogiado pela técnica Ana Maria da Silva e pela auxiliar técnica Aline Rosas, a Pará.

A seleção sorocabana de handebol é fruto de uma parceria entre a Prefeitura, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer (Semes), e a ONG Qualidade de Vida e Inclusão Social. E três meninas em especial têm se comportado como pilares dessa equipe: a ponta esquerda Franciele Zamboni Ramos, a Fran, de 23 anos; a armadora direita Rebeca Luz Lourenço, 25; e a goleira Paula Dias, 23.

No futebol, muito se ouve o ditado “um bom time começa por um bom goleiro”. No caso da seleção sorocabana de handebol: por uma boa goleira. Destaque da última partida diante do XV de Piracicaba/Unimep/CLQ/Selam, em que Sorocaba venceu por 25 a 22, Paula está muito feliz com as atuações pela Lhesp. É inegável que, no handebol, jogar no gol pode parecer um dos ofícios mais ingratos.

Paula reconhece isso. E, por isso, até demorou a aceitar a função. “No começo sempre quis jogar na linha”, admite. Mas, num momento curioso, começou a atuar debaixo das traves. “Com 13 anos fui jogar um campeonato pela escola e não tínhamos goleira. Então o treinador me mandou ir para o gol e eu aceitei o desafio”, comenta. A jovem conta que, hoje, está acostumada com o “bombardeio” recebido das adversárias nas partidas.

Desde que aceitou o desafio, Paula nunca mais parou de jogar como goleira. Hoje, em Sorocaba (até 2015 jogava por Jundiaí), faz treinos específicos para aprimorar sua condição. A técnica Ana Maria, aliás, mostra-se encantada com os jogos da goleira e projeta um futuro brilhante. “Acredito que ela é a melhor goleira do interior paulista. Se melhorar a parte física, tenho certeza que ainda este ano será convocada para a seleção brasileira”, alega.

A artilheira

Em quatro jogos na Lhesp, Sorocaba marcou 115 gols. Desse total, Fran fez 26. Que é a artilheira da equipe não há dúvidas. Não tem certeza, porém, se também é a goleadora do campeonato, já que o campo “artilharia” está desatualizado no site da competição. “Acredito que estou no melhor momento da minha carreira como atleta”, acrescenta.

Assim como a goleira Paula, Fran também veio de Jundiaí para jogar em Sorocaba neste ano. “Mas já estamos bem unidas com as meninas. Apesar de ser uma equipe em formação, todo mundo está se encaixando”, conta. Por coincidência, a Associação Jundiaí de Esportes é a vice-líder da chave, com nove pontos. A rivalidade, portanto, promete se acentuar quando as equipes se enfrentarem, em 12 de junho. “Vai ser um jogo muito complicado, o time delas é muito bom. Vai ganhar quem errar menos”, arrisca.

O pensamento de que está vivendo seu melhor momento como atleta tem relação com os treinamentos de Ana Maria e Pará, diz Fran. “Aqui em Sorocaba o físico é mais cobrado, mais forte. Lá em Jundiaí a cobrança era maior pela parte tática. Isso, com certeza, tem influenciado no meu rendimento.”

Superação

Exemplo de superação. Rebeca é vista dessa forma pelas companheiras de time. Nos últimos anos, passou por duas cirurgias: no ombro direito e em um dos joelhos. “Tive que virar canhota, inclusive, por conta do problema no ombro”, afirma. Mesmo com a adaptação, a jovem treina forte para não baixar o nível de atuação. Polivalente, também atua como ponta direita, caso necessário.

Embora tenha nascido em São Paulo, Rebeca mudou-se para Sorocaba aos 12 anos. Foi com essa idade que conheceu melhor o handebol. Disputou essa modalidade nos Jogos Escolares. “Desde 2004 represento a seleção sorocabana. Defendo com todo meu coração a cidade, sempre com muita garra”, descreve ela, que tem um carinho especial pelo município.

Além do desejo de conquistar o título da Lhesp neste ano, por Sorocaba, a atleta não esconde outro sonho. “Quero um dia jogar na Europa”, projeta.

Próximo jogo

As meninas de Sorocaba voltam a jogar pela Lhesp neste domingo (15), às 17h45, no Ginásio Poliesportivo Municipal Agostinho Fávaro, em Paulínia, onde enfrentam a AABB/Bauru, lanterna da competição e que ainda não pontuou.

Na categoria adulto, 12 equipes integram a chave. Dessas, as quatro melhores colocadas disputam a chamada Série Ouro da Lhesp. Em seguida, as equipes da 4ª a 8ª posição, são selecionadas para a Série Prata. Por último, do 9º ao 12º lugar, acontece a disputa da Série Bronze.

 

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