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Acessado em: 30/11/2025 - 12h53

Secretaria da Saúde reforça orientações contra a leptospirose

Por: Roberto Menna – trmenna@sorocaba.sp.gov.br
Arquivo Secom

Devido às fortes chuvas que acometeram Sorocaba nos últimos dias, especialmente de sábado (4) a segunda-feira (6), a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Saúde (SES), reforçado o alerta quanto à prevenção às doenças infecciosas, como a leptospirose.

Em tempos de grandes precipitações de água, os rios e a própria rede de esgoto podem transbordar, alcançando tocas de animais e contaminando as águas. Ao invadir locais habitados pelo homem, esse volume possibilita o contágio por doenças que estavam no meio ambiente.

A bactéria leptospira é uma delas, eliminada pela urina de ratos, ratazanas e camundongos e sobrevivem, principalmente, em lugares úmidos como lama, água e margens de córregos. De acordo com Rafael Gonçalves Reinoso, diretor da Área de Vigilância em Saúde da SES, a população deve evitar ao máximo o contato com a água e lama, como forma de prevenção contra a doença.

“A limpeza dos locais que tenham sido atingidos por enchentes deve ser feita com uso de luvas, botas e calças compridas, bem como alimentos e remédios que foram molhados, precisam ser descartados. Já as caixas de água que foram alcançadas devem ter seu conteúdo eliminado, além de serem totalmente desinfectadas antes de reutilizadas”, diz Rafael. Lembra ainda que os pais também precisam transmitir o alerta para crianças, proibindo que nadem nas águas.

Casos, sintomas e ações

No último quadrimestre foram detectados seis casos de leptospirose em Sorocaba, sendo que nenhum terminou em morte. Rafael explica que ao serem notados sintomas, o cidadão deve encontrar atendimento médico.

“Essa doença é altamente letal e a bactéria pode atingir a pessoa por meio da pele com ou sem machucados. Em casos de dores de cabeça, calafrios, fraqueza, dores musculares na barriga e perna, vômitos, alteração de volume urinário e hemorragias na pele e mucosas, a pessoa precisa procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para averiguação e tratamento, relatando que teve contato com a enchente”, explica.

Segundo o diretor de Área, a população de locais atingidos recebem material para higienização das casas. “A Defesa Civil sempre faz levantamento de áreas invadidas pelas águas e avisa a Divisão de Zoonoses. Este setor promove distribuição de água sanitária, bastante útil nesses casos, e oferece orientações contra possíveis doenças e cuidados que devem ser tomados”, destaca Rafael.

Em situações de áreas inundadas, animais peçonhentos – como serpentes, aranhas e escorpiões – também podem ficar desabrigados e procurar um novo local seco para se instalar, aumentando a incidência de casos. Por este motivo, é necessário manter a casa limpa, livre de entulhos que possam servir de toca e atrair animais. Contudo, é necessário observar roupas e objetos com cuidado e sempre sacudir vestimentas, toalhas, calçados e colchões, a fim de evitar acidentes. Ainda assim, em caso de picadas, deve-se procurar um médico urgentemente, se possível portando o animal causador.