Saúde faz revisão de protocolos de emergência
Por: Evenize Batista - ecbsilva@sorocaba.sp.gov.br
Foto: Emerson Ferraz
A Secretaria da Saúde, por meio do Núcleo de Urgências e Emergências, deu início nesta semana a uma revisão dos protocolos de atendimento de dor torácica, considerado o principal sintoma referido pelos pacientes que sofrem infarto. O trabalho faz parte de um programa mais amplo, com revisão das ações e condutas a serem padronizadas nas unidades de saúde quando chegam pacientes com determinadas queixas e relatos. Além do infarto, os protocolos do acidente vascular cerebral e da infecção generalizada serão temas trabalhados pelo núcleo.
O objetivo é garantir que todas as equipes e unidades trabalhem de maneira padronizada especialmente quando se trata dessas que são patologias consideradas graves e que têm elevado índice de morbidade. “Os protocolos estão sendo revistos e serão definidos considerando a complexidade e o perfil de cada serviço de urgência e consideramos extremamente importante por estarem sendo trabalhados pelas equipes, com revisão de literatura e discussão de casos, pensando na rotina e na realidade vivenciada nas unidades”, comentou a enfermeira Luciana Frutuoso, gestora do Núcleo de Urgências e Emergências.
Na reunião desta semana, foi dado início à revisão bibliográfica e à redação do protocolo e os trabalhos terão continuidade, sempre considerando como referência as definições da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Já foi estabelecido, por exemplo, que, ao chegar a uma unidade de urgência e comunicar dor no peito, o paciente será encaminhado à triagem com enfermeiro para verificar sinais vitais, com classificação de risco. Este próprio profissional solicitará a realização de um eletrocardiograma para que o paciente já chegue ao médico tendo feito o exame, acelerando etapas a partir da primeira suspeita de infarto.
“Se não se confirmar, o médico dará continuidade dentro do que avaliar, mas se o exame for indicativo de infarto, será agilizada a conduta específica. Assim ganha-se tempo e resolutividade no atendimento, o que é fundamental para elevar a chance de preservar a vida do paciente”, comenta Luciana. Participaram do primeiro encontro de revisão do protocolo de dor torácica todos os coordenadores, supervisores de enfermagem e responsáveis técnicos de enfermagem das unidades e serviços da rede de urgência e emergência da cidade que são as Unidades de Pronto Atendimento, as Unidades Pré-hospitalares, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-192) e a Central de Regulação de Leitos do município.
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