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Acessado em: 21/01/2026 - 16h48

Saae intensifica programa de controle e redução das perdas de água

Por: Juliana Hernandes - julianahernandes@saaesorocaba.sp.gov.br

Com o objetivo de reduzir as perdas de água no sistema de distribuição da cidade, principal desafio das operadoras de saneamento do País, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba está intensificando o seu Programa de Controle e Redução de perdas, colocando em prática novas ações.

 

Nesta semana, os técnicos e engenheiros da autarquia realizaram a substituição das válvulas do sistema de entrada de água dos reservatórios que compõem o Centro de Distribuição da Vila Haro, com o objetivo de eliminar algumas ocorrências de extravasamentos que vinham sendo verificadas.

 

A ação se constituiu na troca de três válvulas, duas delas do tipo “borboleta”, que trabalharão com dois atuadores elétricos, com a função de fazer os movimentos de abertura e fechamento das válvulas à distância, via sistema de telemetria da autarquia, que é operado a partir dos terminais de computadores instalados na unidade administrativa, no Jardim Santa Rosália. Desta forma, as válvulas de abertura e fechamento  passam a ser monitoradas e operadas em tempo real, permitindo a eliminação dos extravasamentos. Na mesma ação, uma válvula do tipo “gaveta” também foi substituída, funcionando como peça de segurança, utilizada em eventuais manutenções.

 

Ações já realizadas

 

Embora o programa esteja sendo intensificado neste momento, nos últimos anos a autarquia tem colocado em prática diversas ações e medidas visando a minimização das perdas, que podem ser físicas e aparentes. As físicas, basicamente, são as relacionadas aos vazamentos nas redes de distribuição, enquanto que as aparentes são aquelas ocorridas a partir de erros de medição, fraudes e violações e erros de cadastro. Ou seja, a água não é perdida em vazamentos, mas não é contabilizada, gerando perda de receita.

 

Para combater as duas situações, nos últimos anos a autarquia tem colocado em prática medidas como a intensificação da fiscalização para coibir as fraudes e violações nos hidrômetros e os furtos de água (“gatos”); a substituição dos hidrômetros que estão quebrados, parados, embaçados, violados ou com mais de cinco anos de uso; e a diminuição do tempo de resposta para as situações de vazamento, com a ampliação do número de equipes de manutenção e a utilização de viaturas menores e mais ágeis para os deslocamentos.

 

Nova etapa

 

Nesta nova fase do Programa de Controle e Redução de Perdas, que compõe o programa de governo do prefeito José Crespo, o diretor-geral da autarquia, Ronald Pereira da Silva, destaca que um projeto-piloto está sendo colocado em prática, no Centro de Distribuição Central Parque, “que foi dividido em sete setores, para a aplicação das intervenções que estaremos desenvolvendo”.

 

O CD escolhido atende critérios estipulados para análise e prosseguimento das ações, como número mínimo de 10 mil ligações de água, operação do sistema no limite da capacidade, e alto índice de perdas por vazamentos visíveis.

 

Para as ações programadas, estão sendo adquiridos e instalados alguns macromedidores nas entradas de água bruta e saídas de água tratada das Estações de Tratamento de Água do Cerrado e do Éden, possibilitando que a autarquia consiga mensurar a real diferença entre o volume de água captada e o volume de água distribuída; aquisição e instalação de dataloggers (equipamento que mede e monitora a pressão de água) em pontos estratégicos, permitindo o controle de pressões e consequentemente diminuindo o número de vazamentos; monitoramento e controle sistemático do tempo médio das manutenções nas redes de distribuição, desde a abertura do chamado junto ao Saae até a sua conclusão; continuidade do programa de substituição de hidrômetros; e contratação de serviços para detecção de vazamentos.

 

“Nosso objetivo é a diminuição da diferença entre o volume total de água tratada produzida e o volume total medido nos hidrômetros mensalmente. Atualmente essas perdas estão na faixa dos 40% e decorrem de diversos fatores, como vazamentos nas redes de distribuição, hidrômetros antigos e com imprecisões, avariados, parados, fraudados ou violados, ligações clandestinas, entre outros”, destaca o diretor-geral da autarquia.

 

Investimento

 

Para o desenvolvimento deste trabalho, a autarquia pretende fazer um investimento, nesse primeiro momento, de R$ 4 milhões, provenientes de recursos próprios e de financiamento já solicitado, a fundo perdido, junto ao Fundo Estadual  de Recursos Hídricos (Fehidro), órgão ligado à Secretaria Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, para o desenvolvimento do programa. A meta é reduzir as perdas no município para 30% em quatro anos.