Reunião discute regulação de vagas de urgência e emergência em Sorocaba e região

Por: Esdras Felipe Pereira (Programa de Estágio) Supervisão: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Assis Cavalcante

Uma reunião discutiu, na tarde desta quarta-feira (2), a atual estrutura de regulação de vagas para pacientes de urgência e emergência no âmbito regional. O encontro ocorreu no Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (Gpaci). Estiveram presentes representantes da Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES), do Ministério da Saúde (MS), do Departamento Regional de Saúde (DRS-16), do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), da Santa Casa de Sorocaba, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e de algumas prefeituras da região.

A discussão foi possível após conversa recente em Brasília entre o secretário da Saúde de Sorocaba, Francisco Antonio Fernandes, e o coordenador-geral de regulação e avaliação do Ministério da Saúde, João Marcelo Barreto Silva. Depois do bate-papo, ambos perceberam a necessidade de que o assunto fosse debatido.

Na reunião desta quarta-feira, Silva enfatizou sobre a importância e o desafio de se estabelecer uma rede afinada de regulação de vagas de urgência e emergência em Sorocaba e cidades do entorno. “Nosso papel é mediar essa interlocução Estado, municípios e Sorocaba, que é a sede regional. E a partir daí a gente vai ter uma equipe aqui, acompanhando de perto os trabalhos desenvolvidos”, afirmou.

Na prática, foi colocado em pauta o desejo de haver uma padronização no encaminhamento de urgências e emergências tanto em Sorocaba como na região. “Se não regionalizar efetivamente, cada município vai continuar batendo cabeça muitas vezes”, argumentou o representante do MS. “Mas para o coletivo se fortalecer, é preciso se despir de qualquer interesse de ordem política e econômica”, complementou.

 

Falta de leitos

Conforme Fernandes, os problemas na regulação de urgências e emergências têm relação direta ou indireta com a falta de leitos hospitalares vivida pela região. “Em algum momento ocorre o que chamamos de estrangulamento do fluxo, que é a concorrência por leitos”, citou o secretário. “O que estamos discutindo é como encaminhar as urgências de Sorocaba e região para os prontos-socorros, para um primeiro atendimento. Isso hoje está muito complicado, porque cada hospital criou seu mecanismo”, completou.

Ao longo da conversa, foram exibidas estatísticas referentes às taxas de ocupação de leitos hospitalares em Sorocaba e região no último ano. A partir disso, foi possível identificar a superocupação em Sorocaba ante um baixo índice em algumas cidades vizinhas. “Queremos que tenham leitos disponíveis no Conjunto Hospitalar, na Santa Casa e no Santa Lucinda para o que for de maior complexidade. E que os hospitais das outras cidades não fiquem tão vazios quanto estão”, declarou.

Neste sentido, Fernandes destacou a importância de serem priorizadas as emergências em detrimento dos casos de menor complexidade, que, por vezes, acabam ocupando leitos sem necessidade. “Aquele paciente que tem condições de esperar, não tem jeito. É o que se chama de gerenciamento de risco. Quando conseguirmos aplicar isso na região, teremos mais agilidade no sistema de urgência e emergência”, explicou.

Para Fernandes, com maior efetividade e menos falhas no que se refere ao fluxo de pacientes de baixa, média e alta complexidade, é possível otimizar e, consequentemente, rotacionar mais leitos na região. Mais uma reunião para dar continuidade ao assunto será realizada nesta quinta-feira (3), também no Gpaci.

 

Tags: