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Acessado em: 19/01/2026 - 02h36

Repasse de Tamiflu atrasa e SES prioriza distribuição

Por: Esdras Felipe Pereira (Programa de Estágio) Supervisão: Tânia Franco – ttferreira@sorocaba.sp.gov.br

A distribuição do medicamento Oseltamivir – o popular Tamiflu -, usado exclusivamente no tratamento de pacientes com quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou dos grupos prioritários com Síndrome Gripal (SG), deixou de ser feita regularmente pelo Ministério da Saúde (MS) à Secretaria de Saúde de Sorocaba (SES), nesta semana. Por isso, a SES precisou remanejar a medicação que estava nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Policlínica e Serviço de Atendimento Municipal Especializado (Same) às Unidades Pré-Hospitalares (UPHs), Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Éden e hospitais privados e públicos da cidade.

A aquisição do Tamiflu é feita pelo MS e cabe à Secretaria de Saúde do Estado redistribui-lo, por meio do Departamento Regional de Saúde (DRS-16). Ele é um dos únicos capazes de atuar contra o vírus Influenza, causador de gripes como a H1N1.

Conforme o diretor da Área de Vigilância em Saúde da SES, Rafael Gonçalves Reinoso, a previsão dada pelo DRS-16 é de que um novo lote do medicamento seja repassado a Sorocaba na próxima semana. Por não haver informação sobre uma data específica, houve necessidade de ser feito o remanejamento.

Desta forma, 2 mil comprimidos (o equivalente a 200 tratamentos) foram retirados das UBSs e distribuídos nas UPHs, UPA e hospitais. “Enquanto não recebermos mais medicação, vamos priorizar a distribuição a pacientes com sintomas de Síndrome Respiratória Aguda Grave e àqueles que estiverem internados. Para esses quadros, a quantidade será suficiente”, destaca.

Reinoso diz que, no caso dos integrantes do chamado grupo prioritário

(crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias; trabalhadores da área da saúde; gestantes; puérperas; e adultos com mais de 60 anos) que apresentem características de Síndrome Gripal, o Tamiflu não será liberado enquanto o novo lote da medicação não chegar. “A orientação é que, em caso de piora dos sintomas, uma possível alteração na frequência respiratória, seja procurada imediatamente uma unidade hospitalar”, recomenda.

 

O diretor de área da SES reforça a ideia de que o Tamiflu não é um antigripal. “A Síndrome Gripal é uma manifestação respiratória, que pode ser tratada com alguns medicamentos que curam sintomas como febre e coriza. Já o Tamiflu é um antirretroviral, que inibe a proliferação de um vírus, para que ele não se multiplique pelo corpo. Consequentemente, o Tamiflu diminui os efeitos da Síndrome Respiratória Aguda Grave”, explica.

Vacinação

        Embora tenha sido interrompida a redistribuição do Tamiflu, Reinoso destaca que o fato de a Campanha de Vacinação contra a Gripe ter atingido índice próximo da meta estabelecida (80%) é ponto positivo na prevenção a novos casos. O último boletim divulgado na quinta-feira (12) aponta que 72,27% das 126.423 mil pessoas que englobam os chamados grupos prioritários, foram imunizadas de 30 de abril a 11 de maio. “Isso é importante. Com a imunização dessas pessoas, outras ficam menos propícias a ter a doença. A campanha prossegue até o final da próxima semana e é importante que o público-alvo seja imunizado”, finaliza.