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Acessado em: 18/01/2026 - 01h06

Rede municipal de saúde já adota novo calendário de vacinação

Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Alexandre Lombardi - alombardi@sorocaba.sp.gov.br

A Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE), da Secretaria da Saúde (SES), informa que toda a rede municipal de saúde, desde o dia 4 de janeiro de 2016, segue o novo Calendário Nacional de Vacinação implementado pelo Ministério da Saúde (MS). A medida foi adotada em caráter nacional como forma de unificar e padronizar as diferenças que existiam entre os Estados no agendamento de doses.

Houve, sobretudo, alteração nas doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia, além do esquema vacinal da poliomielite. Também não será mais necessária a terceira dose da vacina de HPV. “Fizemos reuniões em dezembro para orientar as equipes das unidades de saúde e iniciamos 2016 já preparados para as alterações”, destaca Renata Guida Caldeira, chefe da DVE.

Ela considera positiva as mudanças implementadas. “Serviu para uniformizar o atendimento, uma vez que no estado de São Paulo o padrão adotado era outro”, aponta. Tem ainda o fato de o Calendário Nacional de Vacinação receber mudanças periódicas, seja devido a alguma mudança na situação epidemiológica, nas indicações das vacinas ou incorporação de novas doses.

 

Novidades

Umas das principias mudanças no calendário é que as meninas de 9 a 13 anos de idade devem receber duas doses da vacina contra o HPV, sendo a segunda seis meses após a primeira. Segundo o MS, estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em garotas saudáveis de 9 a 14 anos não inferior, quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos, que receberam três doses. As mulheres vivendo com HIV entre de 9 a 26 anos devem continuar recebendo as três doses.

Para os bebês, há redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente, para pneumonia. Agora é aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguida de reforço preferencialmente aos 12 meses, mas poderá ser tomado até os 4 anos. Tal recomendação também foi tomada em virtude dos estudos mostrarem que o esquema de duas doses, mais um reforço, tem a mesma efetividade do esquema três doses mais um reforço.

No caso da pólio, a criança recebe as três primeiras doses do esquema – aos dois, quatro e seis meses de vida – com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injetável. Já a vacina oral poliomielite (VOP) continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, quatro anos e anualmente durante a campanha nacional, para crianças de um a quatro anos. Após 31 de março de 2016 não deverá ser administrada a VOP trivalente (pólio vírus 1, 2 e 3).

Desta forma, de abril a julho de 2016, as crianças que necessitarem de reforços aos 15 meses de idade e 4 anos de idade deverão aguardar a campanha contra a pólio, em agosto de 2016, onde iniciará o uso da VOP Bivalente (pólio vírus 1 e 3). “A mudança é uma nova etapa para o uso exclusivo da vacina inativada (injetável) na prevenção contra a paralisia infantil, tendo em vista a proximidade da erradicação mundial da doença”, divulga o Ministério da Saúde. No Brasil, o último caso foi em 1989.

Outra mudança é da vacina meningocócica C (conjugada), que protege as crianças contra meningite causada pelo meningococo C. O reforço, que anteriormente era aplicado aos 15 meses, passa a ser ministrado aos 12 meses. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.

A vacina tríplice bacteriana de células inteiras (DTP), que protege a criança contra três doenças graves (difteria, tétano e coqueluche), tem alterada a idade do segundo reforço, de 5 anos para 4 anos de idade. A vacina Pentavalente deverá ser utilizada temporariamente na falta de DTP, nos reforços de 15 meses e aos 4 anos. Já a imunização contra a Hepatite A passa a ser em dose única, aos 15 meses de idade, e contra a Hepatite B, antes destinada ao público de até 49 anos, agora tem livre demanda.

Calendário da criança até 6 anos de idade – 2016
Idade Vacina
Ao nascer BCG, Hepatite B
2 meses (DTP-Hib-HB) Penta, VIP, Rotavírus, Pneumo10
3 meses MenC
4 meses (DT-Hib-HB) Penta,VIP, Rotavírus, Pneumo10
5 meses MenC
6 meses (DTP-Hib-HB) Penta, VIP
9 meses Febre amarela
12 meses SCR, MenC, Pneumo10
15 meses DTP, VOP, Hepatite A, SCR-Varicela (Tetraviral)
4 anos DTP, VOP
9 anos HPV
15 anos dT
6 meses

a < 5 anos

Influenza
Fonte: DVE/SES