O programa Recém-Nascido de Risco (PRN), mantido pela Secretaria de Saúde (SES), na Policlínica Municipal de Especialidades “Dr. Edward Maluf”, avaliou 4.392 bebês nas maternidades dos hospitais Regional, Santa Lucinda e Santa Casa, com o objetivo de identificar e acompanhar crianças com risco biológico e social. Do número total de avaliações, 918 foram consideradas de alto risco, durante o ano de 2015.
Ativo há dezesseis anos, o programa visa diminuir a taxa de mortalidade infantil em Sorocaba e garantir atendimento pediátrico em até sete dias, além de ginecologista para as mães, em até quatorze dias. Há, ainda, direcionamento para psicólogo em casos de depressão pós-parto. A equipe, contudo, também envolve enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e assistente social.
Segundo a coordenadora do programa, Maúna Paula de Moraes Gomes, o serviço tem início com as técnicas de enfermagem percorrendo as unidades e detectando situações classificadas como de baixo, médio e alto riscos. “Elas conversam com as mães, classificam cada caso e dão encaminhamento para a Policlínica. Vão, inclusive, nas UTI´s de pré-natal”, conta.
O prosseguimento dos recém-nascidos que se encaixam no atendimento envolve critérios como doença pulmonar crônica, parada cardiorrespiratória, anemia, necessidade de ventilação mecânica e nascimento prematuro.
É o caso da pequena Vitória, de cinco meses, que recebe o tratamento por ter vindo ao mundo aos 7 meses de gestação. Sob os cuidados dos pais, Geanderson Felipe e Damaris Rodrigues, tem atendimento regular e o quadro da criança já apresenta melhora significativa. “Ela ficou vinte dias na UTI e, por isso, passa por cardiologista, fisioterapeuta e fonoaudiólogo. É importante para ela, que agora está muito bem”, conta Damaris.
Já a jovem T.D., mãe de A.V de apenas 23 dias, chegou à unidade por conta de uma suspeita de microcefalia na recém-nascida. Os exames iniciais não indicaram a condição neurológica, mas o cuidado, que começou dentro do hospital onde a criança nasceu, determinou o encaminhamento à Policlínica. “Os exames não acusaram, mas como houve suspeita, vamos fazer acompanhamento para ver como ela está evoluindo. É muito importante para a saúde dela”, relata. A partir disso, então, a bebê passa a ser assistida pelo PRN.
Quando necessário, os profissionais do Programa “Recém-Nascido de Risco” fazem visitas domiciliares, orientando sobre aleitamento materno, hábitos preventivos contra doenças e, em registros de vulnerabilidade social, também destina para as unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Em 2015, foram registradas 2.315 visitas.