RDC recebe 50 palmeiras imperiais a partir desta quarta-feira

Por: Carlos Lara - imprensa@saaesorocaba.sp.gov.br

A implantação do projeto paisagístico das obras do Reservatório de Detenção de Cheias (RDC) do córrego Água Vermelha tem início nesta quarta-feira (26), quando a área existente ao redor da primeira das duas bacias de contenção previstas no projeto recebe as primeiras das cinquenta palmeiras imperiais que serão transplantadas para o local.

 

De acordo com o diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba, Ronald Pereira da Silva, as árvores são objeto de doação recebida pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Conservação, Serviços e Obras (Serpo). “Além do aspecto técnico da obra, que se constitui num sistema de drenagem para a eliminação de pontos crônicos de alagamentos na cidade, o RDC deverá se transformar num novo parque, com espaços para o lazer, recreação e práticas esportivas para a população, começando com o plantio dessas palmeiras, que proporcionarão um aspecto especial àquela área”, destaca Ronald.

 

O diretor-geral da autarquia enfatiza ainda o aspecto de sustentabilidade da obra, “pois aliamos técnicas de engenharia para ampliarmos o sistema de drenagem de uma região da cidade com a preservação do meio ambiente, visto que além das palmeiras que estão chegando, a obra inclui ainda um grande lago, que é a bacia de contenção, onde já podemos observar a formação de um ecossistema, com peixes e aves aquáticas”.

 

As cinquenta palmeiras imperiais, que podem atingir de 30 a 50 metros de altura, foram doadas pela construtora Planeta, que adquiriu a área onde se encontram plantadas atualmente para a implantação de um empreendimento imobiliário, na rua Antônio Perez Hernandez, no bairro Campolim. A empresa, embora tivesse autorização dos órgãos ambientais para simplesmente cortar as árvores, preferiu buscar um interessado em recebê-las em doação e acabou encontrando a Prefeitura de Sorocaba como principal interessada.

 

Coordenada pelos engenheiros agrônomos Rodolfo Barboza, do Saae, e Clebson Ribeiro, da Serpo, a operação visando o transplante das cinquenta palmeiras imperiais teve início com a poda de parte das folhas de cada árvore, para minimizar a perda de água das espécies, e prosseguiu com o recorte do entorno de suas raízes, formando os torrões para o seu transporte. Finalizando esse trabalho de preparação, cada árvore a ser transplantada teve o seu norte magnético demarcado no tronco, com o auxílio de uma bússola, para que sejam replantadas em posição idêntica em relação ao sol no novo local.

 

Da mesma forma, a área do RDC já está preparada para receber as cinquenta palmeiras, com a escavação de todas as covas necessárias, com medidas de 2 metros de largura por 1,5 metro de profundidade. Outro cuidado a ser observado para garantir o estado fitossanitário de cada árvore é a utilização da mesma terra do local de origem para o seu replantio na nova área, além de adição de adubo apropriado e regas constantes.

 

A operação de transporte e replantio das cinquenta palmeiras imperiais para a área do RDC contará com a utilização de guindastes e carretas especiais para esse tipo de trabalho, e a previsão é de conclusão até a quinta-feira (27).

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