A Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES), por meio da Divisão de Zoonoses, e a Secretaria de Planejamento e Gestão (SPG) iniciaram nesta sexta-feira (05), na Casa do Cidadão de Brigadeiro Tobias, a campanha de orientação sobre doenças transmitidas por animais. A ação faz parte da Semana Municipal de Prevenção de Zoonoses, que tem como foco principal a prevenção à raiva e à leishmaniose.
Na ação ocorre a exposição com material didático e ilustrativo. Os agentes de zoonoses também fazem a abordagem do público, por meio da distribuição de folhetos educativos sobre a leishmaniose e posse responsável visando à prevenção de zoonoses, incluindo a raiva.
Até o dia 12 de agosto, os agentes estarão em cada uma das Casas do Cidadão, orientando a população. No dia 8 de agosto o evento será na unidade da Vila Hortência (Avenida Nogueira Padilha, 1.460), no dia 9 no Jardim Ipiranga (Rua Estado de Israel, 424); dia 10, Vila Helena (Av. Ipanema, 3.349); dia 11, Éden (Rua Bonifácio de Oliveira Cassu, 180) e no dia 12, na Itavuvu (Av. Itavuvu, 3.415). As ações são realizadas das 9h às 16h.
Orientações
Quem recebeu orientações nesta sexta-feira (5) foi a aposentada Neusa Maria de Oliveira, 65 anos. Ela conta que tem dois cães com a vacinação em dia e está sempre atenta à limpeza de seu quintal. “Esse tipo de informação é muito importante para a nossa saúde”, disse.
“E é isso mesmo. Em relação à leishmaniose, a pessoa deve evitar a permanência de materiais orgânicos, a exemplo de fezes de animais e até frutos caídos no chão, em quintais”, ressalta a supervisora da Divisão de Zoonoses, Thais Buti. Dessa forma se evita a presença do mosquito transmissor, o palha, e se livra o animal da contaminação. “Nos humanos, o uso de repelentes e telas nas portas e janelas podem ser utilizados como forma preventiva”, explica.
Quanto à raiva, os maiores cuidados devem ser tomados ao ter contato com um morcego. Em caso de manipulação do animal, é indispensável o uso de equipamentos de proteção. “O ideal é cobri-lo com um balde ou caixa e ligar para a Divisão de Zoonoses fazer o recolhimento e encaminhamento para exame de raiva.” O vírus está presente na saliva e nas secreções do animal infectado e pode ser transmitido ao homem, sobretudo, por meio de mordidas.
Neste caso, a instrução é lavar imediatamente o local da mordida com água corrente abundante e sabão ou detergente, para diminuir o risco de infecção. E ainda procurar pelo atendimento em uma das unidades de saúde do município. “O animal agressor deve ficar em observação por 10 dias quanto aos sinais da doença”, ressalta Thais. E complementa sobre a importância de vacinar todos os anos cães e gatos contra a raiva. A SES aguarda liberação de doses por parte do Ministério da Saúde para promover uma campanha de imunização ainda neste ano.