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Acessado em: 30/11/2025 - 03h37

Projeto sustentável gera economia de R$ 722 mil à Prefeitura em 2015

Por: Esdras Felipe Pereira (Programa de Estágio) Supervisão: Tânia Franco – ttferreira@sorocaba.sp.gov.br

Valor é referente à redução de gastos com as contas de água em espaços públicos municipais

O projeto “A3P – Ambientação”, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema) em parceria com a Fundação Toyota e apoiado pela Escola de Gestão Pública (EGP) “Dr. José Caetano Graziozi”, representou, em 2015, uma economia de gastos com contas de água da ordem de R$ 722 mil aos cofres da Prefeitura. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (15) pela profissional de Relações Públicas da Fundação Toyota, Denise Goto, durante apresentação da proposta, que será desenvolvida novamente neste ano.

Ao longo do ano passado, 35 projetos foram finalizados por diferentes secretarias. Estiveram envolvidos funcionários da própria Sema, das secretarias da Administração (Sead); Negócios Jurídicos (SEJ); Fazenda (SEF); Educação (Sedu); Mobilidade, Desenvolvimento Urbano e Obras (Semob), Secretaria de Planejamento e Gestão (SPG); Serviços Públicos (Serp); Cultura (Secult), além da Urbes – Trânsito e Transportes, Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e Defesa Civil.

Fixado em pilares como a gestão de resíduos, licitação sustentável, qualidade de vida no ambiente de trabalho, sensibilização e capacitação de servidores e uso racional de recursos, o “A3P – Ambientação” chegou no momento certo, descreve o titular da Sema, Clebson Aparecido Ribeiro. “Coincidiu de firmarmos essa parceria em um momento de crise econômica. Está sendo muito bom, pois está nos ajudando a melhorar o comprometimento com os recursos naturais”, afirma.

Segundo Ribeiro, o projeto tem como premissa a melhoria contínua no que se refere à economia de recursos provenientes da natureza. Acrescenta que, com a mudança de hábitos por parte dos envolvidos, os resultados podem chegar, inclusive, às suas respectivas residências. “Serve como uma espécie de efeito cascata”, aponta.

Ainda de acordo com o secretário, antes do início do “A3P – Ambientação”, em 2015, os próprios municipais não recebiam as contas de água do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). Agora, os servidores públicos passaram a ter noção dos custos e, consequentemente, trabalhar com medidas no intuito de reduzi-los. “Quando você está numa zona de conforto, sem a cobrança, não imagina como o gasto é considerável. Com o recebimento das contas, a consciência passa a ser muito maior”, declara.

Embora funcionários de outras áreas tenham participado, Ribeiro tem mais conhecimento sobre as medidas de economia tomadas pela Sema, pasta da qual é responsável. De acordo com ele, são “atitudes simples, mas capazes de melhorar o rendimento dos recursos naturais”. Entre outras coisas, lembra que, na antiga sede da secretaria, os hidrômetros começaram a ser fechados ao final do expediente. Também houve manutenção nas torneiras, bem como os veículos passaram a ser lavados apenas com baldes de água, e não mangueiras.

Economia no parque

No encontro de apresentação do projeto para 2016, dois dos 35 projetos finalizados no ano passado foram mostrados aos presentes. Um deles foi conduzido pelas técnicas ambientais Regyla Larisa Cabral Mendonça e Letícia Ramalho Zampieri, da Sema. Elas trabalham no Parque Natural “Chico Mendes” e precisaram observar, junto da equipe de trabalho, os gastos hídricos do espaço público e buscar formas de economizá-los.

A partir da observação diária, elas contabilizaram os principais itens responsáveis por alavancar o consumo. Perceberam que um deles era o viveiro que abriga mudas de compensação ambiental (aquelas que são doadas por alguém que podou árvore ou desmatou determinada área).

Em outubro de 2015, eram gastos 116 metros cúbicos de água com o viveiro. “Descobrimos que havia má distribuição da água, que é direcionada às plantas do sistema de irrigação. Muitas vezes, os bicos aspersores sofriam interferência de sol e chuva e isso trazia defasagem na hora de irrigar”, comenta Regyla.

Com algumas soluções encontradas, no mês seguinte, a quantidade de metros cúbicos gasta pelo sistema caiu para 29 metros cúbicos. “Mas vale lembrar que em novembro choveu mais também, então o sistema não era ligado alguns dias, o que também contribuiu para a economia”, acrescenta.

Economia no terminal

O segundo projeto foi apresentado por Reginaldo Leite, funcionário da Urbes – Trânsito e Transportes que trabalha no Terminal Santo Antônio. Sua equipe de trabalho identificou que as válvulas das descargas dos banheiros estavam desreguladas, o que aumentava o valor da conta de água. A cada vez que eram acionadas, gastava-se 16 litros. “A nossa intenção era reduzir 10% do consumo”, conta.

Em novembro de 2015, foi registrado consumo de quase dois milhões de litros de água. Com o item já regulado, a conta de março deste ano, por exemplo, mostrou consumo de 1,650 milhão de litros. “Também descobrimos nesse meio tempo que mais homens passam pelo terminal, mas as mulheres consomem mais água. E que o consumo tem mais relação com a temperatura do que com a quantidade de pessoas que passam pelo terminal. Quanto mais calor, mais as pessoas bebem água e mais usam o banheiro”, completa.

Em 2016

Após a apresentação do projeto para 2016, foram entregues fichas de inscrição aos interessados. Os formulários devem ser preenchidos e levados à EGP, ao lado do refeitório da Prefeitura. Se o número de inscritos ultrapassar as 38 vagas disponíveis, será realizado sorteio.

Neste ano, as atividades vão ocorrer semanalmente, às quintas-feiras, das 14h às 16h30, na EGP. A carga é de 62 horas e os participantes precisam dedicar duas horas semanais para aplicar as tarefas estabelecidas.

Ao final do curso, quem cumprir 80% de frequência nas atividades presenciais e todas as tarefas intrínsecas ao curso, como a apresentação e entrega de trabalhos, receberá certificado. A certificação pela EGP será reconhecida para fins de Evolução Funcional, nos termos da Lei nº 8.346/2007 e do Decreto nº 22.119/2015.