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Acessado em: 30/11/2025 - 12h07

Projeto gera economia de quase R$ 650 mil à Prefeitura em 2016

Por: Esdras Felipe Pereira (Programa de Estágio) Supervisão: Tânia Franco – ttferreira@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Zaqueu Proença - zbueno@sorocaba.sp.gov.br

O projeto “A3P – Ambientação”, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema) em parceria com a Fundação Toyota e apoiado pela Escola de Gestão Pública (EGP) “Dr. José Caetano Graziozi”, representou, em 2016, uma economia com contas de água e energia elétrica da ordem de R$ 649.971 à Prefeitura de Sorocaba. A informação foi divulgada nesta terça-feira (13) pelos coordenadores do programa e servidores da Sema Carolina Barisson e Estevam Silva.

A proposta, que visa a gestão consciente de resíduos, licitação sustentável, qualidade de vida no ambiente de trabalho, sensibilização e capacitação de servidores, e uso racional de recursos, começou a ser aplicada na cidade em 2015. Nela, há, sobretudo, interesse em desenvolver a sustentabilidade socioambiental nos ambientes de trabalho de órgãos e entidades públicas, a exemplo do que acontece nas fábricas da montadora japonesa.

No primeiro ano do “A3P – Ambientação”, a economia de gastos chegou a R$ 722 mil. Na ocasião, porém, foram 35 projetos desenvolvidos, ante 10 em 2016. Participaram do quadro mais recente funcionários da Sema, Secretaria da Educação (Sedu), Secretaria da Cultura (Secult), Secretaria da Saúde (SES), Urbes – Trânsito e Transportes e Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae).

Ferramenta e metodologia

Durante as aulas, os funcionários aprenderam a utilizar a ferramenta de gestão conhecida como Toyota Business Pratices (TBP), que permite o diagnóstico claro sobre o real problema a ser vencido, onde e como ele ocorre, e do que depende para ser solucionado. A metodologia ensinou aos participantes do curso, cuja carga horária é de 62 horas, a apresentar uma solução, com indicadores e investigação da causa do problema, promover a resolução e o monitoramento de resultados.

Os servidores públicos receberam as contas de água e de energia elétrica, dos meses de 2015, dos locais onde trabalham. A ideia era que eles aplicassem a metodologia durante a capacitação, com a meta de economizar 10% dos valores apresentados.

Quem cumpriu 80% de frequência nas atividades presenciais e todas as tarefas intrínsecas ao curso, como a apresentação e entrega de trabalhos, recebeu certificado. A certificação pela EGP será reconhecida para fins de Evolução Funcional, nos termos da Lei nº 8.346/2007 e do Decreto nº 22.119/2015.

Propostas na prática

No dia 30 de novembro, alguns participantes da edição 2016 mostraram seus projetos e resultados. Um dos casos de contingenciamento foi registrado no Jardim Botânico “Irmãos Villas Bôas”. No espaço, que possui iluminação nas alamedas internas, foram colocados dois interruptores para desligamento individual dos postes. Também houve instalação de uma fotocélula para desligamento automático ao amanhecer. Ao todo, com as mudanças, haverá economia de R$ 3.170,28 ao ano no local, conforme os cálculos feitos.

Outro exemplo é o da Escola Municipal “Teresa Ciambelli Gianini”. Uma atitude simples fez toda a diferença: com a colocação de lembretes para abertura dos registros dos mictórios apenas quando estivessem em uso, as funcionárias da limpeza monitoraram o fechamento desses registros e perceberam uma economia de R$ 3.088,51 em pouco mais de seis meses.

No Saae, no laboratório da Estação de Tratamento de Esgoto S1, com a criação de um sistema de reaproveitamento de água do destilador e a implementação de redutores de vazão nas torneiras, houve uma redução no consumo de água utilizada no processo de 4.105 litros/mês.

Quando da formação da primeira turma, em 2015, o titular da Sema, Clebson Ribeiro, lembrou que, no projeto, são tomadas “atitudes capazes de melhorar o rendimento dos recursos naturais”, podendo chegar, inclusive, às respectivas residências de quem participa. “Serve como uma espécie de efeito cascata”, apontou à época.