Programa Sorocaba Voluntária completa um ano com mais de 1 mil pessoas cadastradas
Por: Marcelo Andrade
Para marcar a data e aproximar ainda mais o programa da sociedade civil, instituições e Poder Público, a Secid programou um evento que deverá reunir dezenas de colaboradores, no próximo dia 4 de agosto, a partir das 8h30, no Centro de Referência em Educação
Aproximar as organizações que precisam de ajuda, das pessoas que querem ser voluntárias e dedicar-se um pouco de seu tempo em benefício ao próximo. Esse é o objetivo do programa “Sorocaba Voluntária”, criado pela Secretaria de Cidadania e Participação Popular (Secid), e cuja iniciativa, assinada por meio de decreto do prefeito José Crespo, completa hoje seu primeiro ano de existência. E os números de voluntários inscritos nesse período demonstram o tamanho dessa rede de solidariedade. São cerca de 1,1 mil pessoas dispostas a ajudar uma das 38 instituições cadastradas pela Secid no programa e que prestam assistência social das mais variadas formas e áreas.
Para marcar a data e aproximar ainda mais o programa da sociedade civil, instituições e Poder Público, a Secid, em parceria com a Secretaria de Comunicação e Eventos (Secom), programou o “Sorocaba Voluntária – Juntos por uma cidade mais solidária”, que deverá reunir dezenas de colaboradores, no próximo dia 4 de agosto, a partir das 8h30, no Centro de Referência em Educação (CRE), no bairro Alto da Boa Vista. O evento deverá contar com a participação de voluntários, pessoas que queiram doar um pouco de seu tempo ao trabalho social e representantes de entidades assistenciais cadastradas no programa. Serão realizadas palestras com especialistas, workshops e depoimentos de voluntários.
Já a partir de hoje, quinta-feira (19) até o próximo dia 25, a Secretaria de Comunicação e Eventos (Secom) deverá divulgar uma série com cinco histórias de voluntários que atuam em instituições e órgãos da administração pública em prol da sociedade.
Criado pelo Decreto Municipal 22.930/2017 (que regulamenta a Lei Municipal 6.406/2001), o Programa Sorocaba Voluntária vem atendendo às expectativas, de acordo com a secretária da Cidadania e Participação Popular (Secid), Suélei Gonçalves. Ela afirma que é possível realizar o cadastro das organizações que necessitam de voluntários e a Secid faz periodicamente o cruzamento entre o perfil do voluntário e a demanda da organização e, consequentemente, viabiliza o contato entre as partes.
“O Programa Sorocaba Voluntária aproxima as organizações que precisam de ajuda, das pessoas que querem ser voluntárias. A procura da população tem nos surpreendido e estamos apenas no primeiro ano do programa. Cremos que muitos outros voluntários ainda devam se inscrever ao longo de 2018”, pontua a secretária Suélei Gonçalves.
Via de mão dupla
Ser voluntário, explica a secretária de Cidadania e Participação Popular, é uma via de mão dupla, que traz recompensas tanto a quem é ajudado quanto a quem ajuda. Dedicar-se seriamente a uma causa é algo que invariavelmente produz benefícios, que vão do bem-estar emocional até reflexos positivos na própria saúde. Porém, a vida de quem leva o voluntariado a sério está longe de ser cômoda. Assumir um compromisso e dedicar tempo a ele significa abrir mão de atividades que poderiam ser consideradas mais prazerosas. “Mas quem pratica o voluntariado, de modo geral, não o faz com o objetivo de ser recompensado. Ainda assim, a resposta para quando se faz esse tipo de questionamento está na ponta da língua dos voluntários que nos relatam, pois a retribuição às boas ações ocorre de maneira quase automática”, destaca Suélei, que completa: “Ou seja, a vida não é mais a mesma, se aprende muita coisa. Sentimentos como orgulho, vaidade e prepotência deixam de existir. E, a administração pública ao criar demonstra que está cumprindo o seu papel social e contribuindo, em conjunto com a sociedade, para uma cidade mais justa, igualitária e benevolente.”
“No trabalho voluntário, recebemos muito mais do que doamos. O amor é fundamental para o sucesso na execução desse trabalho”, disse a ‘Dra Risadinha‘, nome fictício da empresária, Maria Vales da Costa, que dedica através de escala, três horas diárias do seu tempo, ao voluntariado, como “palhaça” em quatro hospitais da cidade.
De acordo com Maria Lúcia Neiva de Lima, vice-presidente do Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (Gpaci), que está há 27 anos na associação, o trabalho voluntário é de extrema importância. “O Programa destaca a importância deste trabalho essencial e tem contribuído positivamente para o sucesso do voluntariado em nosso município”, comenta.
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