Na Secretaria da Saúde são 216 enfermeiros e 832 profissionais, entre auxiliares e técnicos de enfermagem
Ouvir um “obrigado, você salvou a minha vida, estou curado”, são as melhores palavras ouvidas durante um dia intenso de trabalho, conta a enfermeira Antônia Leonia, 50 anos, responsável pela equipe de enfermagem da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Simus.
Nesta quinta-feira, 12 de maio, comemora-se o Dia do Enfermeiro, uma homenagem a Florence Nightingale, expoente da enfermagem moderna e que nasceu em 12 de maio de 1820, em Florença na Itália. A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Saúde, conta atualmente em seu quadro funcional com 216 enfermeiros e mais 832 profissionais, entre auxiliares e técnicos em enfermagem.
Antônia entrou para a enfermagem aos 17 anos de idade, quando fez um curso de seis meses e foi trabalhar numa clínica que atende pessoas com problemas respiratórios. Depois de três anos foi trabalhar no setor de Recém-Nascidos do Hospital Santa Lucinda e, posteriormente, no Núcleo de Hemoterapia do Conjunto Hospitalar de Sorocaba. Naquela época, entrou para a faculdade de Enfermagem, na PUC em Sorocaba.
“Na enfermagem tem que ser humano, trabalhamos no limiar da vida e da morte, do sofrimento. O paciente chega carente e frágil.” Antônia conta que o enfermeiro tem que estar preparado para saber acolher e que “de nada adianta a boa técnica e não ter ouvidos para ouvir, olhos para ver, o enfermeiro tem que ser bem observador”, completa.
Cada vida salva é uma alegria, o profissional tem que ter habilidade para acomodar e acolher o outro, equilíbrio todos os dias. “Isso tudo mexe muito com o emocional da equipe, da população também”, explica a enfermeira.
De acordo com Antônia, 80% dos casos apresentados são resolvidos no acolher. “O paciente passa pelo médico, um profissional que tem todos os seus méritos e nosso respeito, e depois é assistido pelo enfermeiro, que dentro de um hospital passa a ser seu anjo por 24 horas”, ressalta.
Ela explica ainda que o papel do enfermeiro é gerenciar a equipe e passar toda a segurança aos demais. “Hoje é uma data que deve ser lembrada e celebrada todos os anos, pois sempre fazemos a diferença na vida de alguém”, completa.
No serviço de emergência
A enfermeira Cibele Cristina de Oliveira, 39 anos, é responsável pelo Núcleo de Educação Permanente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e acredita que nasceu para exercer essa profissão. “Amo o pré-hospitalar, o trabalho de rua. Trabalhar com isso todos os dias é muito gratificante.”
Há 19 anos na profissão, Cibele disse que atuar no Samu é lidar com a vida e a morte. “Sempre atuei no serviço de emergência, desde o início da minha carreira.” Ela enaltece que o profissional de enfermagem precisa ser articulado, ágil, racional e ter muita calma. Além tudo, o trabalho em equipe é essencial e não pode haver falhas.
Cibele atua no Samu desde a implantação desse serviço na cidade. “Aqui presamos o trabalho em equipe para salvar vidas diariamente.” Na manhã desta quinta-feira (12), ao falar sobre a data, fez questão de reunir todos os profissionais da enfermagem de plantão naquele momento. E a fotografia foi o meio usado para registrar o momento, numa data mais que especial, sobretudo, para aquela equipe.