Endereço: http://agencia-local.sorocaba.sp.gov.br/profissionais-da-saude-participam-de-capacitacao-sobre-hanseniase/
Acessado em: 18/01/2026 - 08h11

Profissionais da Saúde participam de Capacitação sobre Hanseníase em alusão ao Janeiro Roxo

Por: Bruna Barreto (Programa de Estágio) - Supervisão Marcelo de Almeida Júnior

A Secretaria da Saúde (SES), por meio do Programa Municipal de Controle da Hanseníase, realizou nesta última segunda-feira (28), uma capacitação sobre hanseníase em alusão ao Janeiro Roxo. O intuito foi de apresentar os sintomas, tratamentos e cuidados de uma forma mais ampla, a fim de conscientizar todos os profissionais da saúde e obter uma atenção especializada e de qualidade.

A secretária de Saúde, Dra. Marina Elaine Pereira, deu as boas-vindas ao público e falou mais sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido durante este mês, devido à Campanha Janeiro Roxo. “Queremos cada vez mais a aproximação dos profissionais da saúde com todos os pacientes, identificar e oferecer serviços de qualidade é o ideal para termos ótimos resultados. Além disso, contribuiremos para a saúde de todos”, ressalta.

A campanha reforça que a população procure por mais informações sobre a doença, pois ela tem cura, mas se não for diagnosticada e tratada prontamente, pode provocar sequelas graves. Baseado nisso, Sorocaba conta com o Programa Municipal de Controle da Hanseníase que realiza o tratamento de 125 pessoas na cidade. Municipalizado no ano de 1.999, o ambulatório fica situado na estrutura predial da Policlínica Municipal de Especialidades “Edward Maluf”. O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, sempre das 7h às 13h.

Em Sorocaba, no ano de 2017, 89 casos foram notificados. Já no ano passado, foram 112 novos casos registrados. De acordo com a enfermeira estomaterapeuta, Uiara Kaizer, este aumento ocorreu justamente pelas ações e divulgações da doença, a partir disto a população começou a se preocupar mais e procurar avaliação e tratamento.

De acordo com a palestrante, Dra. Lúcia Haidar, as pessoas que têm hanseníase se queixam de manchas na pele que não doem, não coçam e não pegam pó; placas e nódulos; dormência, formigamento, fraquezas e atrofias musculares e ao queimar-se ou cortar-se, não sentem nenhuma dor. Além disso, vários tipos de hanseníase são classificados de acordo com a resposta do nosso organismo à presença da bactéria. Os tipos se apresentam como: hanseníase indeterminada, tuberculóide, nodular da infância, dimorfa e virchowiana. A Dra. Lúcia incentiva que todos façam o diagnóstico e identifique a doença, pois tendo atenção e cuidado é possível fazer a identificação corretamente. “Vamos contribuir para a saúde da população e evitar que a doença avance. Valorizar a vida é essencial e podemos colaborar com isso”, comenta.

Durante a capacitação, a coordenadora do Projeto Estadual de Controle da Hanseníase e diretora da Divisão de Hanseníase do Centro de Vigilância Epidemiológica, Dra. Mary Lise Marzliak, trouxe informações clínicas sobre a doença e a situação epidemiológica atual da hanseníase no Estado de São Paulo no ano de 2017 e 2018. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o segundo país com maior número de casos no mundo, ficando atrás apenas da Índia. Anualmente são registrados aproximadamente 30 mil casos no país.

A capacitação também contou com a presença da enfermeira da Divisão de Hanseníase do Estado, Tanya Eloise Lafratta. Ela ressalta que a cidade de Sorocaba está fazendo um excelente trabalho em combate a doença, e parabeniza a iniciativa de todos por essa causa. Já a enfermeira Fátima Rosa, frisa o atendimento feito no ambulatório da Policlínica, e incentiva as pessoas que suspeitam ou que tenham a doença, para procurarem a ajuda necessária e iniciar o tratamento o quanto antes.

O que é a Hanseníase?

A hanseníase é uma doença infecciosa transmitida pela bactéria Mycobacterium leprae, e que atinge a pele e o nervo. A doença se manifesta com manchas na pele, que tem como principal característica a perda ou diminuição de sensibilidade. Essas manchas podem ser brancas, avermelhadas ou acastanhadas, e por afetar os nervos pode causar formigamento, dormência, sensação de choque, feridas por falta de sensibilidade, ou até mesmo queimaduras. Outro problema comum é a cegueira

A doença afeta a pele e os nervos, e as manchas podem estar localizadas em qualquer parte do corpo. Normalmente, os locais mais comuns são as extremidades – braços, mãos, coxas, pernas e pés – e o rosto. Se não houver tratamento, ela pode causar deformidades.

Transmissão

A hanseníase pode ser transmitida pelo contato com uma pessoa sem tratamento, através das vias respiratórias, pela tosse ou pelo espirro. Entretanto, a maioria das pessoas tem resistência natural para combater a doença, portanto não adoecem. Além disso, o contágio só acontece quando há um convívio muito próximo e prolongado, cerca de 2 anos, com um doente que não esteja sendo tratado.

Como são feitos os exames e o tratamento?

Os exames para o diagnóstico são clínicos e epidemiológicos. Sendo assim, o profissional de saúde investiga a história clínica do paciente, examina a pele e faz testes para avaliar a sensibilidade. Se houver necessidade, é realizado a coleta de exames. Geralmente não é preciso fazer exames para ter o diagnóstico, pois uma boa avaliação da pele e dos nervos já bastam para ser constatada a doença.

O tratamento para hanseníase é gratuito e oferecido na rede básica do Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento consiste em usos de antibióticos e leva de seis meses a um ano dependendo da forma da doença. Se seguir o tratamento cuidadosamente, o paciente recebe alta por cura.

Muito mais por Sorocaba!

DSC_2223[1]

Endnotes:
  1. [Image]: http://agencia.sorocaba.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/dsc2223.jpg