Procon destaca alguns cuidados para a compra de peixes para Semana Santa

A proximidade da Semana Santa tem feito com que o mercado potencialize sua oferta com um incontável número de tipos de pescado que, proporcionalmente, apresentam variedade de custo para todos os bolsos. Em razão disso, o Procon Sorocaba oferece ao consumidor algumas dicas importantes para a hora de escolher o produto, acertando não apenas na qualidade, mas no preço que pagará pelo alimento que, além de tradicional, ainda é rico em proteínas, vitaminas do complexo B (como a tiamina, a niacina e a vitamina B12), minerais (zinco, fósforo, ferro, cálcio e iodo) e ácidos graxos essenciais, que são um tipo de gordura considerada saudável.

Segundo o diretor do Procon Sorocaba, Domingos Paes Vieira Filho, o preço da clássica cesta de alimentos da Páscoa pode ser um pouco salgado. Isso, porque os estabelecimentos aproveitam da sazonalidade de consumo, que acarreta aumento na procura de pescados, e elevam os valores. 

Por esta razão, e como em outras situações, as pesquisas antes de sair às compras garantem os melhores resultados em termos de economia. “O consumidor deve ter em mente a receita que quer elaborar e, com base nisso, comprar os ingredientes, evitando gastos desnecessários”, comentou o diretor do Procon. O mesmo vale na hora de estabelecer a quantidade de comida a ser preparada. “Compre apenas aquilo que será consumido e evite desperdícios”, completou Domingos Filho.

Quanto à atenção ao tipo de conservação – salgado e seco, congelado e fresco -, ela é fundamental para garantir a qualidade do produto. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) classifica assim os alimentos sua comercialização correta. 

Salgados e Secos:

O produto deve ser armazenado em local limpo, protegido de poeira e insetos. Verifique se não há a presença de mofo, ovos ou larvas de moscas, manchas escuras ou avermelhadas, limosidade superficial, amolecimento e odor desagradável, fatores que indicam que o produto não está bom para consumo.

Quando vendido embalado, deve apresentar no rótulo a denominação de venda, data de validade, país de origem, prazo de validade, selo de inspeção federal e outras informações obrigatórias.

Peixe Congelado:

O consumidor deve ficar muito atento à conservação e verificar se o produto está armazenado na temperatura informada e exigida pelo fabricante, constante na embalagem. Os produtos não podem estar amolecidos ou com acúmulo de líquidos; essas são evidências de que passaram por um processo de descongelamento. A presença de gelo ou muita água indica que o balcão foi desligado ou teve sua temperatura diminuída temporariamente. Portanto, atenção. 

Peixe Fresco:

O pescado vendido fresco deve estar livre de contaminantes físicos (areia, pedaços de metais, plásticos e/ou poeira), químicos (combustíveis, sabão e/ou detergentes) e biológicos (bactérias, vírus e/ou moscas). Ele deve estar sem quaisquer manchas, furos ou cortes na superfície. As escamas devem estar bem firmes e resistentes, apresentar transparência e brilho. Peixes frescos, bem conservados, apresentam pele úmida, tensa e bem aderida. Os olhos preenchem toda a cavidade, são brilhantes e salientes, sem a presença de pontos brancos no centro do olho. A membrana que reveste a guelra é rígida e oferece resistência a sua abertura.

O cheiro é outra fonte de informação sobre a condição do pescado; peixe deve cheirar como peixe. Qualquer outro odor, como químico ou putrefação, denotam má qualidade. Fuja deste tipo de produto pois os riscos são iminentes. Na vitrine, ou banca de exposição, os peixes frescos devem estar sob refrigeração adequada ou sob uma generosa camada de gelo.

A regra vale também para os frutos do mar. Crustáceos como lagostas, lagostins e camarões devem ter aspecto geral brilhante, úmido e o corpo em curvatura natural, rígida, patas firmes e resistentes; pernas inteiras e firmes. Sua carapaça bem aderente ao corpo; coloração própria à espécie, sem qualquer pigmentação estranha; não apresentar coloração alaranjada ou negra na carapaça e apresentar olhos vivos, destacado cheiro próprio e suave. No caso de caranguejos e siris, eles devem, ainda, estar vivos e vigorosos. Os mariscos devem ser expostos à venda vivos, com valvas fechadas e com retenção de água incolor e límpida nas conchas; apresentar cheiro agradável e pronunciado; ter a carne úmida, bem aderente à concha, de aspecto esponjoso, de cor acinzentada-clara nas ostras e amarelada nos mexilhões.  (Fonte: ANVISA)

Na panela

O preparo dos alimentos também exige cuidados, segundo o Procon Sorocaba. Para manter a qualidade nutricional dos alimentos é recomendável consumi-los de imediato retirando, no caso de peixes, todo o couro do animal, pois é na carne que se concentra a gordura saudável. Dê preferência a grelhados, cozidos ou assados. Evite frituras, excesso de sal e de temperos industrializados. No caso do Bacalhau, é necessário dessalgá-los adequadamente para evitar altos teores de sódio.

Em caso de dúvidas, reclamações e/ou esclarecimentos, o Procon Sorocaba mantém atendimento presencial de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h, em sua unidade localizada na Rua Dr. Nogueira Martins, 513, no centro.

O serviço é disponibilizado também nas Casas do Cidadão da Avenida Nogueira Padilha e Avenida Ipanema, com atendimento ao público das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Para quem prefere atendimento por telefone, o número é o 0800148029, com ligação gratuita apenas para Sorocaba, ou ainda o (15) 3233.7498.

Pelo site www.consumidor.gov.br também é possível registrar demandas de reclamações.

 

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