Com o objetivo de manter os prédios públicos municipais livres dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, a Prefeitura de Sorocaba, por meio do Comitê Municipal de Combate às Arboviroses, realizou o encontro da “Brigada Contra o Aedes aegypti”. O evento ocorreu na manhã desta segunda-feira (25), no Teatro Municipal Teotônio Vilela e reuniu 235 servidores das secretarias municipais.
De acordo com a Secretaria da Saúde (SES), a Brigada Contra o Aedes aegypti foi criada pelo Decreto Municipal nº 23.962, de 14 de agosto de 2018, que estabelece que as equipes de trabalho formadas nos órgãos da administração direta, indireta e fundacional, devem ser compostas de servidores para atuar no combate do vetor visando adoção de medidas para eliminação de criadouros do mosquito a fim de combater o Aedes aegypti no ambiente de trabalho.
O evento contou com apresentações sobre o número de casos de dengue, trabalhos de combate e orientações para eliminar criadouros nos prédios municipais. O gestor da Vigilância em Saúde, Rafael Reinoso, destacou a importância da presença dos servidores para que a brigada seja eficiente na eliminação dos criadouros. “A presença de todos é muito importante para entender que a dengue é um problema de saúde pública e que a responsabilidade não se limita à Secretaria da Saúde, mas a todas as pastas municipais”, ressalta.
Até o momento, Sorocaba registrou 1.067 casos confirmados de dengue (907 autóctones, 108 importados e 52 indeterminados), 92 de chikungunya (81 autóctones, cinco importados e seis indeterminados) e um caso importado de febre amarela, infectado na cidade de Cajati. Nenhum caso de zika foi registrado. Foi confirmado uma morte por dengue ocorrida em junho, sendo a paciente do sexo feminino de 54 anos, sem doenças crônicas.
A médica e coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Priscila Helena dos Santos, alertou aos servidores sobre a possibilidade de um novo ano epidêmico para 2020 e a responsabilidade dos membros da brigada eliminarem os criadouros. “Em Sorocaba, como em todo o Estado de São Paulo, há o predomínio do sorotipo DENV2. Em 2015, a maioria dos casos foi pelo DENV1. Ou seja, a população está imunizada do sorotipo 1, mas ainda sujeita ao tipo 2, que aumenta a gravidade da doença em 10 vezes”, explica.
No final do evento, a supervisora da Divisão de Zoonoses, Juliana Mome, apresentou todas as ações permanentes realizadas pelo setor para eliminar o mosquito na cidade. Antes do término, os responsáveis pelas apresentações ficaram à disposição para tirar dúvidas e orientar os servidores sobre o preenchimento de informações para gerar relatório semanal de vistoria de cada móvel público que devem ser enviados à Secretaria da Saúde.