Prefeitura monta estrutura para atender fiéis de Aparecidinha
Por: Tânia Franco - ttferreira@sorocaba.sp.gov.br
Milhares de pessoas participam na primeira manhã do novo ano da tradicional Romaria de Aparecidinha que, nessa época, conduz a imagem da Padroeira do Brasil ao seu altar na Catedral Metropolitana de Sorocaba.
E para garantir que o centenário evento ocorra com tranquilidade e segurança, a Prefeitura de Sorocaba, por meio das secretarias de Governo e Segurança Comunitária (SEG), de Serviços Públicos (Serp), da Cultura (Secult) e da Saúde (SES), atua promovendo a revitalização do trecho em terra da avenida 3 de Março, alocando sanitários para utilização dos romeiros, destinando ambulância e, ainda, colocando a Guarda Civil Municipal (GCM) para acompanhamento do cortejo.
A Urbes – Trânsito e Transportes e o Serviço Autônomo de Águas e Esgoto (Saae) também são parceiros no evento. O primeiro, com a concessão de agentes de trânsito que farão a interdição de vias e a destinação de transporte coletivo em esquema especial. O Saae abastece o trajeto com água potável, destinada aos participantes. Neste ano serão instalados oito bebedouros e o trecho do bairro de Aparecidinha, até a altura a Fatec, na avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, contará com 70 banheiros químicos.
Segundo o subcomandante da GCM, Gilmar Ezequiel de Oliveira, o trabalho da corporação tem início às 5h, horário em que deve ocorrer uma missa no bairro. A saída em direção ao centro da cidade é prevista para as 5h45. Junto com a guarda municipal, a Urbes e a Polícia Militar escoltarão os fiéis pela Avenida Três de Março, seguindo pelas avenidas Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, São Paulo, Rua XV de Novembro, até a chegada na Praça Coronel Fernando Prestes, onde haverá missa campal em frente à Catedral Metropolitana, entre 10h e 11h.
O início
Dados indicam que o movimento de católicos ao bairro de Aparecidinha, em romaria, teve início em 1804, de forma descontinuada. É em 1852 que o jornal “O Defensor” cita o evento como uma tradição na qual o costume era levar a imagem de Nossa Senhora Aparecida para o centro da cidade em momentos difíceis, como nos períodos de seca, enchentes ou epidemias. Era a fé e o louvor buscando ajuda celestial.
Durante o surto da febre amarela, no final do século XIX, os devotos de Nossa Senhora pediam a cura da doença e isso sedimentou o costume de se levar a santa até a cidade para abençoar o povo.
Neste período, monsenhor João Soares, pároco da Matriz Nossa Senhora da Ponte (atual Catedral), fixa as datas da Romaria: 1º de janeiro, saindo da Igreja de Aparecidinha para a Catedral, e o segundo domingo de julho, para o retorno da santa ao centro de Sorocaba.
Milhares de pessoas participam da procissão todos os anos, em veneração à Nossa Senhora Aparecida, em agradecimento e em súplica.
