Em torno de 30 pessoas da comunidade do bairro Vitória Régia tiveram a oportunidade de participar, nesta quarta-feira (dia 14), de uma oficina gratuita de plantas medicinais na Unidade Básica de Saúde (UBS) Ulysses Guimarães. Além de aprender sobre as indicações de uso e preparo de algumas espécies, os participantes também receberam informações sobre o cultivo e a manutenção.
Oferecida pela Prefeitura de Sorocaba, por meio das secretarias do Meio Ambiente (Sema) e da Saúde (SES), a atividade integrou a programação da Semana Municipal de Medicina Tradicional Chinesa e Práticas Integrativas e Complementares, que ocorre até sexta-feira (dia 16) nas UBSs, e o Projeto Fito Sorocaba.
O objetivo da oficina foi promover a utilização dos fitoterápicos de forma correta entre a população, apresentando os seus benefícios como alternativa natural aos medicamentos alopáticos. A ideia também foi de restabelecer o contato das pessoas com a natureza e realizar práticas para melhoria da qualidade de vida.
Na atividade a equipe de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente apresentou aos munícipes cinco plantas medicinais: hortelã-pimenta, manjericão, guaco, capim-cidreira e melissa. Além de falar das propriedades de cada espécie, também foi abordada as formas diferentes de prepará-las para o consumo. Uma delas é por infusão.
“O hortelã, por exemplo, possui pequenos pelinhos em sua folha e você deve lavá-la com muito cuidado, pois suas propriedades medicinais estão exatamente neles e, ao manusear, acaba ficando tudo na ponta do dedo”, explica o técnico ambiental José Carmelo de Freitas Junior.
Outra dica dada pelo funcionário da Secretaria do Meio Ambiente foi no preparo da infusão. “Aquela água que fica na tampa da xícara, após colocar a água fervente, é muito preciosa, pois ali ficam todas as propriedades da planta. Por isso, o ideal é que você deixe escorrer essa água na sua infusão”, destacou José Carmelo.
Em seguida os participantes ainda receberam uma aula prática de como cultivar essas espécies em pequenos vasos. Para isso, basta colocar no vasinho cascalho e terra preta adubada. Na sequência, basta colocar o ramo da planta com pelo menos dois entrenós debaixo da terra para o desenvolvimento da raiz e, por cima da terra, colocar palha seca. “Essa palha segura a temperatura e vai favorecer a existência de alguns bichos, e depois ainda vai virar matéria orgânica para a terra”, explica o técnico ambiental.
Para a manutenção, a planta deve ser regada pelo menos uma vez ao dia, sempre nos momentos mais frescos como no início da manhã e à noite. Já o adubo pode ser incorporado à terra uma vez a cada estação do ano. “E o sol é muito importante. Todas estas plantas precisam de pelo menos 3 horas de sol por dia”, finaliza.
A aposentada Enedina Domingues, moradora do Vitória Régia, foi à UBS para fazer um exame de sangue e aferir a pressão e recebeu o convite para participar da oficina. “Eu adorei tudo, fui criada na natureza, perto das árvores, sempre tomei muito chá e cultivo algumas delas em casa. Tenho melissa, erva-cidreira, capim-cidreira, boldo e calêndula. Agora quero plantar guaco, que é muito bom para curar a tosse”, contou.
Apesar de todo o seu conhecimento, a munícipe disse que aprendeu coisas novas e interessantes. “Muitas vezes o que plantei não deu certo e morreu e eu não sabia o que eu fazia de errado. Aqui descobri e não vou mais errar”, declarou.
Ao final da atividade, a Secretaria do Meio Ambiente doou mudas de hortelã-pimenta, capim-cidreira e melissa para a comunidade. Cada participante também pode levar para a casa um informativo sobre estas plantas medicinais.