Policlínica tem atendimento para pacientes com risco de AVC

Por: Laura Vieira - lauravieira@sorocaba.sp.gov.br

Em média, 200 pessoas por mês são atendidas no ambulatório de anticoagulação de sangue que funciona nessa unidade, ligada à Secretaria da Saúde

A Policlínica Municipal “Dr. Edward Maluf”, ligada à Secretaria da Saúde (SES) de Sorocaba, tem um ambulatório de anticoagulação de sangue com atendimento específico para pacientes com risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), também chamado popularmente de “derrame”. São atendidas cerca de 200 pessoas ao mês, em média.

“Há 10 anos começamos a estruturar o formato atual e fomos progredindo, melhorando o acompanhamento a esses pacientes”, explica a coordenadora do laboratório, a médica cardiologista Débora Patrícia Duarte.

“Nosso principal trabalho aqui é controlar a espessura do sangue desses pacientes e evitar a formação de coágulos indesejáveis (trombose). É o que as pessoas chamam de afinar o sangue”, explica a médica. Esse controle é feito por meio de exames periódicos, em alguns casos semanais, e a prescrição de medicamentos anticoagulantes; um deles, o Varfarina, é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A paciente Elza Teixeira Ribeiro, 57 anos, há 5 anos é assistida no ambulatório. Ela tem uma prótese no coração e por isso necessita de acompanhamento específico. “Eu venho a cada 40 dias, faço os exames e recebo orientações sobre alimentação e como tomar os medicamentos”, comenta.

O quadro desses pacientes pode variar rapidamente. Em alguns casos, por exemplo, eles podem apresentar sangramento, sendo necessário alterar a dosagem da medicação. “Antes da criação desse ambulatório, esses pacientes ficavam espalhados pela rede pública de saúde, o que dificultava o tratamento adequado.”

Importante ferramenta de diagnóstico, é um aparelho portátil chamado Coágulo Check, que faz a medição do nível de espessura do sangue, na hora. “É um exame muito parecido com o do controle de diabetes. Fazemos um furinho no dedo do paciente, para a coleta das amostras em fitinhas”, demonstra a enfermeira Ana Maria Marques da Silva, que também faz parte da equipe do ambulatório.

“Não trabalhamos sozinhos, existe um protocolo de encaminhamento que criamos para a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital Santa Lucinda (que tem um setor de cardiologia pelo SUS) e também para o serviço de atendimento municipal a pacientes acamados”, explica a médica coordenadora do ambulatório. “Não é possível precisar quantos AVCs evitamos, mas temos certeza de que foram muitos”, finaliza.

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