A Policlínica Municipal fechou o ano de 2014 com 245.950 procedimentos realizados, com uma média mensal de quase 21 mil. O número engloba o atendimento prestado nas diversas especialidades disponíveis à população, incluindo o serviço odontológico, que somam 123.923 consultas realizadas. Nesse sentido, janeiro, junho, julho e novembro são os meses que registram os menores números – 20.256, 20.595, 19691 e 20.807, respectivamente. Na contrapartida, fevereiro, abril, setembro e outubro marcaram 24.683, 25.036, 23.888 e 24.438.
Com pouco mais de dois meses à frente da gestão médica da unidade, Rodolfo Pinto Machado de Araújo Filho conta que são várias as propostas de melhoria nos serviços prestados. Entre elas estão a qualificação dos servidores da Policlínica no acolhimento ao usuário, a implementação de programas que deram resultado positivo com a experiência da descentralização de alguns serviços, como é o caso da Fisioterapia, e, principalmente, a retomada do atendimento noturno.
A ideia, que segundo ele ganha corpo junto à Secretaria da Saúde (SES) e vai ao encontro da determinação do prefeito Antonio Carlos Pannunzio, de aumentar a efetividade na prestação do serviço, se traduziria na adoção de um novo horário, de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h. “Isso favoreceria atendimento de uma demanda reprimida localizada, principalmente, nas áreas de Neurologia Adulto, Dermatologia e Ortopedia adulto”, exemplificou o coordenador da Policlínica.
Outra medida que potencializaria a eliminação dessa fila é a transferência de médicos especialistas que, hoje, atuam em outras unidades de saúde. Eles seriam convidados a prestar serviço em suas especialidades, atendendo ao usuário da Policlínica. De acordo com Rodolfo Filho, o trabalho da equipe gestora da unidade encontrou um campo favorável às mudanças e isso poderá ser sentido quando as medidas entrarem em operação, conforme acredita, ainda neste ano.
É bom para mim
Segurando o pequeno Thiago, de três meses, Verônica Santana conta que tem boas referências da Policlínica. Desde que foi para a unidade, em outubro, após ter aumentada a pressão arterial durante o pré-natal na UBS Laranjeiras, tem sido muito bem atendida. Agora, não apenas ela é recebe a prestação de serviços na unidade, mas também o caçula que apresentou refluxo desde o nascimento e, por isso, passou com pediatra e cardiologista para diagnóstico.
Verônica conta que, diferente do que ouviu, na Policlínica recebeu plena atenção de todas as pessoas, em todos os setores pelos quais passou: do médico ao pessoal da enfermagem. Vivenciou, inclusive, momento em que precisou ser levada a um hospital. “Fui cuidada pelos profissionais que tomaram todas as medidas para garantir minha segurança”, disse.
Quanto ao bebê, a mãe diz que ela está muito mais tranquila, pois os exames realizados não indicaram qualquer problema e o refluxo desapareceu. “Fico mais calma, porque sei que ele está sendo bem cuidado.”
Bem cuidado também está o senhor Augusto Galvão, 74 anos, que há poucos meses largou o cigarro, um vício de 67 anos. Ao lado da mulher, Lídia Aparecida Nascimento Galvão, ele conta que agora respira melhor e que o tratamento que faz na Policlínica o levou ao cateterismo e todos os meses requer que passe com o médico para atendimento e exames. “Não tenho reclamação. A gente vem aqui há mais de 15 anos e eles cuidam da gente”, completa Lídia. Para ela, o melhor mesmo é que o marido largou o fumo de vez. “Eu quase morri duas vezes e então tive que deixar. Agora estou melhor”, admite Augusto, pouco antes de entrar para um raio-X de rotina.