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Acessado em: 30/11/2025 - 06h38

PMS manterá ações contra o Aedes apesar da redução do número de casos

Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Assis Cavalcante

 

 

Sorocaba contabiliza 251 casos desde julho do ano passado. No mesmo período, entre os anos de 2014 e 2015, eram 48.053 ocorrências

 

Sorocaba, que este ano conseguiu reduzir o número de casos de dengue, vai manter ao longo do ano todo as ações preventivas que consistem na orientação da população e remoção de criadouros, para evitar a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, também responsável pelas febres chikungunya e zika. Enquanto no ano passado o município chegou a identificar quase 6 mil casos novos por semana, em março, em 2016 não passaram de 30 ocorrências de dengue, número que na última semana caiu para 04, aponta a Secretaria da Saúde (SES).

“Essa vitória deve-se ao apoio da população e da imprensa, além das ações realizadas pela rede municipal. Apesar da crise, as visitas de casa em casa não vão parar. É o único caminho para evitarmos a proliferação da doença”, destacou o secretário da Saúde, Francisco Antonio Fernandes, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (13). “Vamos continuar incentivando as passeatas e palestras com o propósito de conscientizar a população. Quanto mais fizermos isso, colaboramos para a criação de uma filosofia permanente quanto à necessidade da população estar sempre alerta para evitar a formação de criadouros”, complementou.

O atual Ano Dengue (2015-2016) teve início em julho do ano passado e, de lá para cá, a SES contabiliza 7.063 notificações para dengue, com 251 casos positivos (181 autóctones e 70 importados). São 22 ocorrências para cada 100 mil habitantes, contra 4.655 para cada 100 mil, entre julho de 2014 e abril de 2015, no chamado Ano Dengue 2014-2015. No período em questão houve 55.522 notificações, com 48.053 casos confirmados ( 47.776 autóctones e 277 importados).

“A situação é muito tranquila, com os números atuais absurdamente baixos. Mesmo assim, não podemos baixar a guarda e temos algumas regiões da cidade em alerta”, explica o secretário. São elas a Sudoeste, com 47 casos (sobretudo nas áreas atendidas pelas UBSs Márcia Mendes e Sorocaba 1); Noroeste, com 45 (que incluiu o Parque São Bento); Centro Sul, 30 (onde estão Vila Haro e Unidade Escola), e Centro Norte, com 24 ocorrências (da qual fazem parte Nova Sorocaba e Fiore e Maria do Carmo, inclusive). “Temos conseguido fazer as ações de bloqueio de todos os casos identificados”, ressaltou.

Enquanto no Ano Dengue anterior houve registro de 37 óbitos relativos à doença, no atual há uma morte sob investigação, de um paciente de 40 anos de idade. O resultado inicial do exame deu positivo para a doença, mas a Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE) da SES aguarda pelo resultado definitivo de confirmação, que está sob os cuidados do Instituto Adolfo Lutz, na Capital paulista.

Chikungunya, zika e microcefalia

Quanto à febre chikungunya, desde julho de 2015 Sorocaba contabiliza 115 casos, sendo 08 confirmados por exame laboratorial e 07 pelo critério clínico-epidemiológico, todos importados. Isto é, três a mais que no último boletim epidemiológico divulgado pela SES em 16 de março deste ano. Ainda há 16 ocorrências suspeitas, que estão em investigação.

Referente à Zika, o município tem 07 casos importados: dois confirmados laboratorialmente e 05 por critério clínico-epidemiológico. Ainda há 33 em investigação e mais 02 gestantes suspeitas de zika, pois apresentaram erupções pelo corpo e que, por esse motivo, foram colhidas amostras de sangue e urina para pesquisa da presença do vírus.

Novidade é que, após o nascimento da criança, não se confirmou o caso de microcefalia num bebê cuja mãe tinha viajado para a Região Norte do País, área de maior risco de contágio por essa doença. A SES aguarda pelo diagnóstico que vai mostrar se houve infecção por vírus zika. Nesse mesmo sentido, ainda há quatro ocorrências de microcefalia sob investigação. “Ou seja, Sorocaba continua sem casos de microcefalia associada à zika”, resume Francisco Fernandes.

Arrastões

Só neste ano, de janeiro a abril, 334,2 toneladas de inservíveis que poderiam acumular água dentro de imóveis na cidade foram removidos pelas equipes da Divisão de Zoonoses da SES. Os materiais são propícios à formação de criadouros de larvas do mosquito Aedes. Foram 190,4 toneladas de pneus e 143,8 toneladas de outros tipos de materiais, como restos de móveis ou materiais de construção, garrafas, brinquedos velhos, caixas d’água quebradas, vasos e aparelhos eletrônicos danificados, entre outros.

Nesta semana, as visitas de casa a casa estão programadas para ocorrer no Jardim Nova Esperança, Vila Progresso, Santo André 2, Jardim Piratininga, Aparecidinha e Jardim São Paulo. Já a nebulização, por meio da aplicação de veneno, está prevista no Jardim Arco-Íris, Vila Leopoldina, Itanguá 2, Jardim Brasilândia, Jardim Gutierrez, Jardim São Paulo, Vila Progresso e Jardim Nova Esperança.

Diretor da Área de Vigilância em Saúde da SES, Rafael Reinoso, reitera que Sorocaba, conforme as estatísticas, vive um momento de declínio nos casos de dengue, “mas uma negligência na prevenção pode colocar em risco tudo o que tem sido feito e trazer consequências desastrosas para 2017. Então, todo cuidado é pouco para se evitar a disseminação do Aedes aegypti, sempre”, reforça.