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Acessado em: 30/11/2025 - 13h12

Placas orientam sobre a possível presença de carrapato-estrela

Por: Mariana Campos – macampos@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Zaqueu Proença - zbueno@sorocaba.sp.gov.br

O município não tem registro de caso de febre maculosa e estes locais não estão infestados de carrapato-estrela

Com o objetivo de informar e orientar a população da possível presença do carrapato-estrela (Amblyomma cajennense) – agente transmissor da febre maculosa -, a Prefeitura de Sorocaba deu início na manhã desta quarta-feira (29) à instalação de placas educativas em alguns locais estratégicos ao longo do rio Sorocaba. O trabalho educativo é realizado pela Divisão de Zoonoses da Secretaria da Saúde (SES), em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema).

A medida adotada pela Administração Municipal é uma orientação da SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias) para orientar a população sobre o risco de contrair a febre maculosa. “Estamos apenas orientando os munícipes que frequentam estas áreas, mas não queremos provocar alarme. Estes locais não precisam ser interditados e Sorocaba não tem nenhum caso de febre maculosa”, garante Fabiano Demétrio Zequetto, biólogo da Divisão de Zoonoses.

As placas informam que a área está sujeita à presença de carrapato-estrela e da necessidade dos usuários procurarem um serviço de saúde caso venham a apresentar alguns dos sintomas da febre maculosa, como febre, dor de cabeça, calafrios, dores no corpo e mancha vermelha. O carrapato-estrela pode ser encontrado em animais de grande porte, cães, aves domésticas, roedores e, especialmente, na capivara.

Inicialmente estão sendo implantadas 22 placas próximas aos seguintes pontos: Clube do Idoso, antiga usina a diesel, Estação Elevatória 10 do Saae, Castelinho, Detran, Parque das Águas (Jardim Abaeté), Parque dos Ipês (Santa Marina) e Parque “Amedeu Franciulli” (Vitória Régia). O serviço deve ser finalizado até sexta-feira (31) e o investimento foi de R$ 12.200 para a confecção e instalação de 50 placas.

A Secretaria do Meio Ambiente auxiliou a Secretaria da Saúde na escolha dos pontos estratégicos que vão receber as placas, principalmente àqueles locais onde as pessoas pescam, já que este é um momento em que as pessoas têm maior contato com a vegetação.

A estratégia também faz parte do Projeto “Refúgios da Biodiversidade”, que integra o Programa “Sorocaba Cidade Sustentável”, trabalho de restauração ecológica que a Secretaria do Meio Ambiente está realizando com a criação de “ilhas” de manejo controlado da vegetação das margens e bancos de areia do rio, criando um ambiente adequado tanto para o desenvolvimento de espécies arbóreas quanto para a proteção e alimentação de exemplares típicos da fauna do rio Sorocaba.

As placas informativas ainda indicam que a área é de proteção permanente e sua fauna merece atenção. “Muitas pessoas acreditam que a capivara é vilã e isto não é verdade. Ela está em seu ambiente natural, já que ela se alimenta da vegetação ribeirinha”, explica Rafael Castellari, chefe de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente. “Queremos apenas que as pessoas estejam cientes dos cuidados que elas devem ter ao frequentar estas áreas e compreendam que estes espaços são dos animais”, ressalta.

Rafael ainda enfatiza que não há desiquilíbrio ecológico na presença de capivaras em Sorocaba. “A presença destes animais é controlada, pois aqui temos os ‘refúgios’. Elas não invadem, por exemplo, as nossas vias, pois temos mata ciliar dos dois lados do rio Sorocaba para elas permanecerem. Agora, essas matas ainda estão passando por um processo de restauração ecológica”, afirma.

Entre as orientações está, por exemplo, a de que as pessoas devem passear com seus animais de estimação sempre na coleira, para que eles não entrem em contato direto com a vegetação. Além da capivara, outro animal hospedeiro é o cavalo. Por isto, é importante não deixar estes animais pastando próximo aos córregos e a outros cursos d’água.