Palestra aborda detecção precoce de doenças renais na infância
Por: Claudia Volpe – cvolpe@sorocaba.sp.gov.br
Foto: Zaqueu Proença
Pessoas hipertensas e diabéticas têm pré-disposição em desenvolver a DRC. Especialistas afirmam que a alimentação saudável é um meio de prevenir a doença.
O “Dia Mundial do Rim” é celebrado, anualmente na 2º quinta-feira do mês de março e, como parte das ações organizadas pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Saúde, para lembrar a data, aconteceu na manhã desta quinta-feira, no Salão de Vidro do Paço, uma palestra sobre” Detecção precoce das Doenças Renais na infância”. A palestrante foi a médica Juliana Gomes Matielli, nefrologista pediátrica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Responsável pela abertura do evento, o secretário da Saúde (Ses), Francisco Antonio Fernandes, reforçou os objetivos das ações alusivas ao “Dia Mundial do Rim” e comentou sobre o número de pacientes de risco que podem desenvolver a doença. “São aproximadamente 130 mil hipertensos no município e perto de 60 mil diabéticos. É importante o controle dessas doenças que são fator de risco para desenvolvimento da doença renal. A dieta, mudanças nos hábitos alimentares, principalmente na ingestão do sal, atividade física regular, procurar eliminar fatores de risco como o cigarro, bebidas e excesso de gordura, são atitudes que devemos ter e ensinar à nossa população”, disse.
Aspectos reforçados pelo diretor do Instituto de Hemodiálise de Sorocaba, Jailson Guilhem Gomes: “A pressão alta quando não controlada é a principal causa que leva os pacientes para a hemodiálise e, eventualmente, para o transplante. Em seguida, vem o diabetes. São duas doenças perfeitamente controláveis, mas, mesmo não sentindo nada, é importante a pessoa se previna”, reiterou. Segundo ele, mais de 60% do volume de pacientes da hemodiálise são resultantes da duas doenças.
Sobre a Palestra
A palestra teve por objetivo informar ao maior número de pessoas sobre os fatores de risco da Doença Renal Crônica e os meios de prevenção. A DRC pode começar na infância e afeta o crescimento, o desenvolvimento cerebral e a expectativa de vida, além de ser um tratamento difícil, caro e trabalhoso. O diagnóstico em crianças é diferente dos adultos e no Brasil, na maioria das vezes, é tardio e incompleto. A progressão da doença renal pode ser retardada, desde que o diagnóstico seja feito a tempo para a adoção de medidas apropriadas já que é uma doença silenciosa e afeta consideravelmente a qualidade de vida do paciente.
Para obter um diagnóstico precoce da (DRC) é preciso realizar periodicamente os exames de rotina, como creatinina sérica e pesquisa de proteína na urina, principalmente naqueles pacientes considerados como de risco.
De acordo com a nefrologista pediátrica, Juliana Gomes Matielli, a importância da prevenção que deve ser praticada em casa. “A família pode prevenir a doença com uma alimentação saudável e evitar a obesidade na infância, beber bastante líquido, praticar atividade física e acompanhar as alterações da bexiga”, comentou explicando que a criança não deve segurar a urina e, mediante alguma alteração notada, é importante procurar o pediatra que deverá encaminhar para o especialista, caso necessário, pontuou.
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