Sofás, geladeiras, guarda-roupas, camas quebradas, pneus, latas e até vasos sanitários quebrados. Esses são alguns dos inúmeros materiais sem serventia que sorocabanos armazenavam em suas casas, principalmente nos quintais, e que foram recolhidos em mais uma ação da operação cata-treco. Na manhã desta segunda-feira (30), a operação percorreu as ruas de comunidades como os Jardins São Lourenço, São Conrado e São Mateus.
Desenvolvida pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Serviços Públicos (Serp), a operação está na sexta semana consecutiva, com um total de 181 toneladas de materiais recolhidos das residências. Mesmo com o anúncio antecipado da operação, realizado por um carro de som que passa geralmente no dia anterior a operação, os moradores só atentam para o descarte de inservíveis quando o caminhão já está passando.
Caminhando, os agentes vão de casa em casa perguntando se os moradores têm algum material para descartar. A dona de casa Judite Zanardo, moradora da Rua João Martini Filho, no Jardim São Conrado, não perdeu tempo e despachou uma velha poltrona que estava atrapalhando no corredor de acesso ao quintal. “Reformei a casa e decidi trocar alguns móveis. Estava preocupada em como dar fim a essa poltrona velha”, disse.
Empregada doméstica de uma casa que fica na esquina das Ruas Iraze Antonio Manente e João Martini, Regina Conceição pediu que os agentes recolhessem móveis velhos e sacos com roupas descartados irregularmente em um terreno em frente à residência. A área já havia sido limpa pela Secretaria de Serviços Públicos (Serp) na semana passada e nesta segunda-feira estava novamente repleta de entulho e sujeira. “É uma vergonha. As pessoas vêm à noite e jogam esses entulhos ai, como se fosse a coisa mais normal”, diz indignada.
Ao ver o caminhão passando em frente a sua casa, na Rua João Marcolino, o aposentado Edmir de França não teve dúvidas e gritou para que esperassem. De uma só vez ele descartou dois sofás, uma cômoda, cadeiras velhas e até partes de um guarda-roupa. Sua vizinha, Andréia Regina também aproveitou para se livrar de latas de tintas que ficaram no quintal depois da reforma da casa.
Na operação cata-treco a Serp utiliza três caminhões que fazem entre duas e três viagens por dia até o Aterro de Inertes, onde todo o material recolhido é devidamente depositado. Ali é possível conferir os mais variados objetos e recipientes que podem armazenar água de chuva. O objetivo da ação é recolher quaisquer materiais inservíveis que possam se transformar em criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Para o secretário de Serviços Públicos, Oduvaldo Denadai, o trabalho diário dos funcionários da Serp tem sido importante para retirar das casas materiais inúteis que podem armazenar água e consequentemente se tornar um criadouro do mosquito da dengue. “São os mais diversos tipos de objetos plásticos, metais ou de madeira que ficam expostos ao tempo e podem reter água, se tornar um risco à saúde pública”, afirma.
A Serp solicita a colaboração dos moradores dessas localidades no sentido de que só descartem móveis quebrados, eletrodomésticos velhos, latas e outros materiais em desuso. Esta operação não recolhe entulho, outros resíduos de construção ou lixo doméstico. A operação cata-treco tem o apoio das Secretarias municipais de Saúde e da Cultura.