Novembro é mês de alerta sobre prevenção e combate ao câncer infanto juvenil

Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br

Novembro é popularmente lembrado como o mês de ações voltadas à conscientização da população quanto às doenças masculinas, sobretudo na prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata, o chamado Novembro Azul. Mas não menos importante, desde 2008, o dia 23 de novembro passou a ser o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto Juvenil, data que vem sendo chamada de ‘Novembro Dourado’. A cor foi escolhida para lembrar que as crianças valem ouro. Desde então, algumas cidades, durante este mês, trabalham a questão.

A rede municipal de saúde de Sorocaba não podia ficar de fora dessa iniciativa, na qual o importante é que pais e profissionais da área médica estejam atentos, pois com o diagnóstico precoce cerca de 80% dos casos têm cura. Nesse sentido, em parceria com o Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (Gpaci), um workshop foi realizado na manhã da última segunda-feira (23) sobre a importância do combate ao câncer infantil. A palestra foi ministrada pelo mestre em oncologia e diretor técnico do Gpaci, Gustavo Ribeiro Neves.

Ao todo, 43 pessoas assistiram à explanação do médico, que discorreu sobre o histórico do câncer infantojuvenil e a importância do diagnóstico precoce. O evento serviu para auxiliar, sobretudo, médicos e futuros profissionais da área da saúde a entenderem e aplicarem as medidas relacionadas ao combate, diagnóstico e tratamento do câncer. “Assim, a população terá pessoas capacitadas a atenderem esse tipo de enfermidade”, pontuou.

Para ele, os profissionais devem estar atentos aos sintomas de um possível câncer infantojuvenil e, assim que perceberem algum indício, devem dar encaminhamento imediato para a realização de exames em tempo hábil. Oncologista clínico da rede municipal de saúde, Carlos Eduardo Ribeiro de Moura aponta que o tempo ideal, desde a suspeita até o início do tratamento do câncer infantil, é de até trinta dias. “Em crianças, as células se multiplicam mais rapidamente, e uma ação mais rápida é importante”.

A partir da suspeita do caso, o paciente é encaminhado para um especialista ou cirurgião (se necessária a retirada de amostra) e, caso diagnosticado o câncer, o caso vai para a Central de Regulação, que notifica o Departamento Regional de Saúde (DRS) para tratamento.

“A educação continuada e permanente dos médicos é determinante aos profissionais, para que saibam identificar os sinais e sintomas da doença”, complementa Carlos Eduardo. Ainda mais, pois conforme estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), metade dos casos de câncer infantil do País nem sequer são diagnosticados.

O principal tipo de câncer que acomete crianças e adolescentes é a leucemia, além de tumores de linfoma e sarcoma. Os sintomas mais frequentes do câncer infantojuvenil são: febre inexplicável, manchas roxas, vômitos frequentes – principalmente matinais -, perda de peso e sangramentos também inexplicáveis, fraqueza e ínguas (caroços) não doloridas pelo corpo.

O Gpaci e a Prefeitura

Desde o último dia 16 de outubro, o setor de atendimento pediátrico do hospital do Gpaci é conveniado com a Prefeitura de Sorocaba para atendimento de referência SUS quanto a casos clínicos, cirúrgicos, cirúrgicos eletivos e de UTI. Há disponíveis 22 leitos de enfermaria e a UTI tem cinco leitos contratualizados, com capacidade de expansão. A unidade também possui três leitos de tratamento semi-intensivo. “Todos os serviços de retaguarda em exames, especialidades e cirurgias de urgência e eletivas são realizados no Gpaci, com mais conforto para pacientes e familiares”, destaca o secretário de Saúde, Francisco Fernandes.

O Gpaci foi fundado em 25 de julho de 1983, com a finalidade de prestar assistência integral às crianças e adolescentes de zero a dezoito anos portadores de neoplastia maligna (câncer). Atende 47 cidades do Estado de São Paulo – inclusive Sorocaba -, via SUS, e possui uma casa de apoio que abriga mães e crianças em tratamento. Além dos medicamentos para o tratamento da doença, a instituição disponibiliza todos os exames laboratoriais e de imagens, procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos de alto custo, além de toda atenção e cuidado que o paciente e seu acompanhante necessitam, através de doações de cestas básicas, roupas e outras necessidades. Tem 48 leitos entre hotelaria clínica e cirúrgica, além de oito leitos de UTI e seu Centro cirúrgico está equipado com três salas.

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