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Acessado em: 17/01/2026 - 16h36

Mostra da Quinzena de Prevenção de Zoonoses chega ao Paço Municipal

Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Emerson Ferraz - eferraz@sorocaba.sp.gov.br

Exposição itinerante fica até sexta-feira e pode ser conferida no andar térreo do Paço

A programação da Quinzena Municipal de Prevenção de Zoonoses, iniciativa realizada desde o último dia 3 de novembro pela Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES), por meio da Divisão de Zoonoses da Área de Vigilância em Saúde, chegou nesta quarta-feira (11) ao Paço Municipal, no Alto da Boa Vista. Neste local o munícipe pode conferir a mostra itinerante que oferece orientações à população sobre Leishmaniose Visceral Canina, Leptospirose e Raiva, além de dicas para evitar o aparecimento de roedores e morcegos.

“Estava passando e vi o morcego empalhado. Chamou a atenção porque em casa tem muitos. É uma iniciativa muito interessante apresentar isso à população”, destaca Simone da Silva, 45 anos, moradora da Vila Zacarias e que esteve nesta quarta-feira (11) pela manhã no Paço. Na exposição ainda podem ser conferidos escorpiões, aranhas, caramujos, cobras e ratos, entre outros espécimes.

“O que tem gerado mais curiosidade são mesmo os morcegos. Tem muita gente que não sabe que nem todos são hematófagos, ou seja, que se alimentam de sangue”, aponta a agente da Vigilância Sanitária, Valdirene de Oliveira Gataz. Ela explica que em caso de encontrar um morcego no chão o recomendado e não tocar nele e chamar a Zoonoses. “É preciso apurar se o animal caiu devido alguma rajada de vento ou porque está doente. É um animal que transmite a raiva, doença que pode matar ser humano”.

Funcionária da Secretaria da Fazenda (SEF), Márcia Aparecida Medeiros Lacerda também parou para conferir a mostra e bater papo com os agentes de saúde, após notar que havia caramujos africanos expostos. “Perto da casa da minha sobrinha tem muitos. Descobri que é uma praga e o correto é removê-lo, colocá-lo num saco e jogar sal. O sal direto nele não é recomendado, pois contamina o solo”, conta.

Conforme Valdirene, o objetivo da mostra é a ação preventiva, exatamente por esclarecer as dúvidas do público e mostrar o que ele deve fazer diante de situações envolvendo zoonoses, que são doenças e infecções transmitidas para o homem por meio dos animais. “Muita gente pensa que a Divisão de Zoonoses só age em casos de dengue. Não é só isso. Tem muitas outras doenças que são transmitidas por tantos outros animais”. A mostra conta, ainda, com a distribuição de material didático e ilustrativo sobre as doenças, com dicas preventivas.

Na semana passada, de 3 a 5 de novembro, a mostra ocorreu na UBS Vila Haro, sendo transferida para Brigadeiro Tobias, onde ficou até terça-feira (10).

Outros eventos

A programação da Quinzena de Prevenção de Zoonoses tem ainda, nesta quarta-feira (11), às 18h30, o curso “A importância dos médicos veterinários na saúde pública”, no Salão de Vidro que fica também no andar térreo do prédio da Prefeitura. O evento é direcionado aos médicos veterinários do município, que podem se inscrever pelo link https://goo.gl/ifsFN4[1] (digitar minúsculas e maiúsculas como aparecem).

O objetivo desse evento é mostrar a necessidade e as diretrizes para a regularização dos estabelecimentos veterinários do município perante a Vigilância Sanitária; informar sobre a distribuição dos casos de leishmaniose visceral canina; sensibilizar os profissionais veterinários do município a suspeitarem da doença e realizarem a notificação de casos suspeitos; além de falar sobre raiva e leptospirose, e a importância da notificação dos casos na prevenção destas doenças.

A Campanha de Vacinação Antirrábica realizada no último sábado (7), em 32 postos espalhados pela cidade, também fez parte da programação da semana especial de prevenção, bem como a ação preventiva promovida nesse mesmo dia em vários pontos da cidade, com a distribuição de panfletos e orientação aos munícipes sobre a Leishmaniose Visceral Canina. “Ela é transmitida pelo mosquito palha e pode matar a pessoa, embora na cidade não tenhamos nenhum caso constatado em humanos, apenas em cães”, avisa Valdirene. No dia 4 de novembro ainda houve palestra sobre esse mesmo assunto, na Associação Amigos do Bairro Caputera.

Endnotes:
  1. https://goo.gl/ifsFN4: https://goo.gl/ifsFN4