Neste sábado (dia 24), das 8h às 17h30, a Prefeitura de Sorocaba promove o minicurso “Monitoramento de Áreas de Reflorestamento e Identificação de Espécies” no Parque Natural Municipal Corredores de Biodiversidade (PNMCBio). As 40 vagas disponibilizadas já foram preenchidas por estudantes e profissionais da área.
Realizada pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a capacitação integra a programação especial para celebrar o Dia da Árvore (21 de setembro). A data faz parte do calendário oficial de eventos da cidade, alusivos ao meio ambiente, conforme a Lei nº 8.812, de 15/07/2009.
O objetivo do minicurso é capacitar agentes facilitadores de projetos de restauração ecológica para a prática de monitoramento em áreas de plantio, colaborar para a disseminação do conhecimento de avaliação de ações de restauração florestal na Mata Atlântica, além de aplicar o protocolo de monitoramento com critérios e indicadores ecológicos no PNMCBio.
A Restauração Florestal tem a finalidade de regenerar a cobertura vegetal que um dia existiu em um local e que se encontra degradada. Ela pode ocorrer total ou parcialmente, dependendo do nível da agressão.
Pela manhã, o engenheiro agrônomo César Scagliantti e o ecólogo José Carmelo de Freitas Júnior, funcionários da Secretaria do Meio Ambiente, vão abordar os princípios e práticas da restauração ecológica e a implantação, manutenção e maturação de áreas em restauração.
À tarde, os participantes terão aula prática onde farão o levantamento das áreas em restauração na unidade de conservação, para serem monitoradas com base numa metodologia apresentada na aula teórica. Por último, vão fazer o tratamento dos dados e apresentação dos resultados obtidos.
O Parque de Biodiversidade fica na Avenida Itavuvu, 11.500, próximo ao Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS). Mais informações pelo telefone (15) 3238.2366.
Restauração Florestal no PNMCBio
Uma área considerável do Parque da Biodiversidade, após a sua implantação como unidade de conservação, em 2013, passou por um processo de recuperação florestal que incluiu o processo de regeneração natural e outro com interferência. Na ocasião foram removidos eucaliptos e plantadas milhares de mudas de árvores de mais de 80 diferentes espécies nativas da Mata Atlântica e do Cerrado.
De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente, como esse processo de recuperação é lento, necessita de um monitoramento regular que consiste na seleção, caracterização e levantamento arbóreo de parcelas da área monitorada, permitindo a classificação das mesmas. Outra questão de grande relevância para a unidade de conservação é que o monitoramento regular possibilita a tomada de ações para uma maior eficiência do processo de recuperação, garantindo que se consiga realizar a restauração florestal em um menor tempo e a um menor custo.