Jovens descobrem potencialidades em oficina de circo
Por: Esdras Felipe Pereira (Programa de Estágio) Supervisão: Tânia Franco – ttferreira@sorocaba.sp.gov.br
Foto: Emerson Ferraz
Malabarismos e acrobacias, acompanhados de personagens dignos de aplausos após cada apresentação. O cenário descrito, com certeza, se desenhou em sua mente. O circo, seja para crianças ou adultos, recebe uma admiração quase que unânime na sociedade. Em Sorocaba, alguns jovens têm a oportunidade de aprender o que muitos artistas circenses fazem em suas exibições. De maneira gratuita, eles frequentam, às quintas-feiras, a oficina oferecida no Território Jovem (TJ) Ipiranga. O projeto da Prefeitura é vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).
Quem chega ao TJ, logo percebe a empolgação dos alunos em aprender novos movimentos. Antes disso, o professor Ednei Abud pede para que o alongamento seja feito. Em seguida, há revezamento no tecido, onde cada um deles entrelaça as pernas para conseguir se equilibrar. “No começo, muitos aqui pensavam que era impossível fazer algumas coisas do circo. Mas, passo a passo, vão percebendo que basta se dedicar e, então, a evolução é consequência”, afirma Abud.
Ao observar a oficina, fica bastante evidente a exigência física dos exercícios. O estudante Flávio Gabriel Ferreira Gemente, 14, garante que, em seu caso, isso não é problema. “Além de me interessar pelas acrobacias e malabarismo, buscava justamente aprimorar a resistência física”, conta ele, que já havia praticado capoeira. “Na capoeira eu precisava de mais força nas pernas. Aqui no circo exige do corpo como um todo”, acrescenta.
Mentalmente e socialmente importante
Há um ano, o instrutor de parkour Alex Almeida, 19, tornou-se figurinha carimbada na oficina de circo. Descobriu, nesse tempo, o quanto isso pode ser positivo em sua vida. “É uma forma de ocupar meu tempo, trazendo mais calma e me deixando mais leve”, comenta ele, que é frequentador assíduo do TJ desde 2011 e elogia o projeto. “É raro o que acontece aqui nos TJs em Sorocaba. É um trabalho fantástico”, destaca.
Além dos prós no que se refere à mente, Almeida ressalta que percebeu vantagens em sua capacidade de sociabilização. “A gente se relaciona com as pessoas e, consequentemente, a comunicação vai se tornando melhor. É muito saudável tudo isso”, aponta.
Uma acrobacia, um clique
Lá do alto, a estudante Bruna Paiva, 15, faz uma bonita acrobacia no tecido vermelho. De baixo, a amiga e também estudante Vitória Isabele, da mesma idade, registra o momento com o celular. E a situação se repete várias vezes, alternadamente. Enquanto uma sobe, a outra fotografa. “A gente posta tudo nas redes sociais e o pessoal gosta bastante, faz comentários… É um sucesso”, diz a jovem.
O interesse das duas pela oficina teve motivos semelhantes: “Sempre gostamos de coisas ligadas à arte, como dança, teatro, e agora o circo”, explica Bruna, enquanto Vitória, menos falante do que a amiga, concorda balançando positivamente a cabeça.
Além da evolução nos movimentos, as jovens acreditam que a oficina “trouxe mais respeito no convívio com as pessoas”. “Se não tivermos bom comportamento, não podemos continuar aqui. E levamos isso como base para fora daqui também, na escola, em casa…”, finaliza Bruna.
Serviço
Acessível aos jovens interessados, de acordo com disponibilidade de vaga, a oficina de circo acontece todas às quintas-feiras, das 13h às 15h, no Território Jovem Ipiranga, que fica na avenida Elias Maluf, 1.080. Mais informações pelo telefone (15) 3228-6880.
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