Os sorocabanos marcaram presença na Marcha de Combate à Intolerância Religiosa, realizada neste mês de janeiro, evento que pautou a luta contra o preconceito religioso. Vestidas de branco, em alusão à paz, a Marcha levou às ruas pessoas que expressaram o direito que é garantido a todo cidadão brasileiro de demonstrar a sua fé sendo respeitado por isso.
Para o prefeito José Crespo, “apesar de ainda ser um grande desafio para nossa sociedade, a intolerância religiosa tem que ser extirpada sob o ônus de estarmos sempre divididos, embora acreditemos no mesmo Deus. O direito de não gostar é de todos, mas o de respeitar tem que estar acima de tudo”, disse .
O público presente respondeu positivamente à ação recepcionando a passagem da Marcha com expressões de incentivo durante o cortejo. Na recepção feita pelos fiéis presentes na Igreja de Bom Jesus dos Aflitos, durante a tradicional Missa que antecede a 87ª Procissão de São Benedito, foi externada a necessidade da busca à comunhão entre as diversas matrizes religiosas presentes na cidade de Sorocaba.
O envolvimento de diversos atores na Marcha foi primordial para a concretização do evento, assim como o apoio dos organizadores, que tornaram possível que a II Marcha da Intolerância Religiosa acontecesse de forma harmoniosa.
Fazem parte do time de organização a Secretaria da Cidadania e Participação Popular (Secid) por meio da Coordenadoria de Igualdade Racial, Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, Paróquia Bom Jesus dos Aflitos, Irmandade de São Benedito, Empresa de Desenvolvimento Urbano e Social de Sorocaba (Urbes – Trânsito e Transporte), Guarda Civil Municipal (GCM), Secretaria de Esportes e Lazer (SEMES), Secretaria de Educação (Sedu), Secretaria de Comunicação e Eventos (Secom), Secretaria de Planejamento e Projetos (Seplan), Maracatu Mukumby, UNEGRO Sorocaba, Casas de Terreiro e Candomblé, que participaram por meio da Associação CANDUM, Casa da Rainha/Axé Gantois do Ile Alaketu Ase Omo Lounedé.
A Marcha
O dia 21 de janeiro foi criado pela Lei nº 11.635, quando marca o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
A data homenageia Mãe Gilda, líder do terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, localizado em Salvador, que foi vítima do crime de intolerância religiosa, quando sofreu uma sequência de agressões físicas e verbais, além de ataques à sua casa e ao seu terreiro.
Com o acúmulo dessas agressões e uma acusação de charlatanismo, Mãe Gilda faleceu vítima de um infarto no ano 2000, tornando-se, assim, um símbolo do combate à intolerância religiosa (principalmente àquelas de matriz africana, que é atualmente o grupo com maior incidência de vítimas da intolerância religiosa).
Essa comemoração é considerada um marco na luta contra o preconceito religioso, porque, além de fazer um alerta à discriminação, propõe a igualdade para professar as diferentes filosofias e religiões.
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