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Acessado em: 30/11/2025 - 06h42

Iclei veio a Sorocaba para avaliar iniciativas municipais de baixa emissão de carbono


Além de diversas ações ambientais, a cidade já possui um Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa

e está finalizando a sua Política de Mudanças Climáticas

 

Na manhã desta quinta-feira (2), o Grupo de Trabalho do Projeto Urban Leds (Promovendo Estratégias de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono em Países Emergentes), de Sorocaba, recebeu a visita de representantes do Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, na Escola de Gestão Pública “Dr. José Caetano Graziosi”, no Alto da Boa Vista.

O objetivo foi o de avaliar as iniciativas da Prefeitura de Sorocaba na elaboração de um plano de ação e, assim, implementar estratégias de baixa emissão de carbono na cidade. “Estamos iniciando nesse caminho e isso depende do esforço de cada um de nós. É um processo de conhecimento, conscientização e muito trabalho. O mundo inteiro está procurando uma saída para tornar viável a nossa existência. Obrigado pela presença de todos vocês”, declarou o secretário do Meio Ambiente, Clebson Ribeiro.

Entre as diversas ações destacadas pelo Grupo de Trabalho do Urban Leds estavam a recuperação e proteção de nascentes, a implantação de 115 quilômetros de ciclovia, a Escola do Pedala, o plantio de árvores com a participação da comunidade, o controle de fumaça preta emitida pelos veículos a diesel, a implantação do Jardim Botânico “Irmãos Villas-Bôas” e o Programa de Despoluição do Rio Sorocaba.

“A Prefeitura tem desenvolvido muitas iniciativas ambientais, mas precisamos integrá-las ainda mais para avançarmos na política de desenvolvimento urbano com baixa emissão de carbono, para tornar a nossa cidade resiliente, capaz de enfrentar os desafios das mudanças climáticas. Hoje, temos uma necessidade de ampliação da nossa cobertura vegetal e de proteger o que ainda temos”, comentou Vidal Dias da Mota Junior, diretor de Gestão Ambiental e Zoobotânica da Secretaria do Meio Ambiente.

Sorocaba possui 17% de cobertura vegetal, mas menos de 2% estão em áreas protegidas. “Com o nosso Plano Municipal de Mata Atlântica, a nossa intenção é mais do que dobrar esse número e atingirmos 4% de área protegida”, destacou Vidal. “Além disso, temos uma necessidade de recuperar as APPs que se encontram, em sua maioria, em áreas particulares”, completou.

Para Bruna Cerqueira, gerente de Políticas e Estratégias do Iclei, as cidades podem e precisam se planejar para se moldar a essas mudanças climáticas que o mundo está enfrentando, como inundações e até mesmo a escassez de chuva. “Por isso precisamos saber como estamos e para onde precisamos ir, alinhando as ações com as secretarias municipais para fazer um trabalho integrado”, explicou.

O Grupo de Trabalho também pode conhecer experiências positivas realizadas em outras cidades do Brasil e do mundo nos temas: mobilidade urbana, gestão de resíduos, biodiversidade urbana, compras públicas sustentáveis, construções sustentáveis e energias renováveis.

Por último, os representantes do Iclei  apresentaram o Climact Prio, uma ferramenta para aplicação nas cidades do Urban Leds com o intuito de definir, de maneira participativa, uma visão comum entre os atores municipais sobre os critérios e pesos para priorização das ações nos municípios. Um próximo encontro será marcado para que os integrantes do Grupo de Trabalho sejam capacitados para utilizar essa ferramenta.

 

Sobre o Urban Leds

 

Criado pela ONU-Habitat e a Comissão Europeia, tendo o Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade como principal implementador, o Urban Leds objetiva programar ações que ajudem a diminuir a produção de gases causadores do efeito estufa em áreas urbanas do município, com destaque aos emitidos para a produção e consumo de energia, transporte e construções de infraestruturas urbanas, levando em consideração a redução da pobreza e a inclusão social. 

Sorocaba foi um dos oito municípios brasileiros escolhidos para participar do projeto. Fortaleza (CE), Recife (PE), como cidades modelos, e Sorocaba, Belo Horizonte (MG), Betim (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ), como cidades satélites.

Com 6,7 milhões de euros disponíveis, o projeto Urban Leds será desenvolvido até agosto de 2015 em quatro países de economia emergente: Brasil, África do Sul, Índia e Indonésia. Essa plataforma interligará uma cidade modelo em inteligência climática a diversas cidades satélites, além do intercâmbio com municípios parceiros da Europa e também de outros países emergentes, por meio da transferência de conhecimento técnico, tecnologias, inovação, pesquisa e financiamento.

O Urban Leds está dando apoio técnico e financeiro para os municípios. Entre os auxílios oferecidos pelo projeto estão a capacitação técnica e institucional para auxiliar a cidade na adoção de medidas específicas para a implementação do projeto; o acesso à metodologia para o desenvolvimento de baixo carbono e ferramentas associadas; oportunidades para rede de contatos e aprendizado com outras cidades brasileiras, assim como outras cidades estrangeiras membros do projeto, através de fóruns online e eventos nacionais; e o fortalecimento do diálogo com departamentos relevantes do governo nacional.