Grupos fazem ações contra o Aedes aegypti no Paineiras e Wanel Ville

Por: Ana Carolina Chinelatto (Programa de Estágio) - Supervisão: Tânia Franco – ttferreira@sorocaba.sp.gov.br

Equipes de funcionários e do grupo de caminhada da Unidade de Saúde da Família (USF) do Paineiras fizeram uma passeata pelas ruas do bairro, na manhã desta sexta-feira (18), para conscientizar os cidadãos sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti. A ação contou com o apoio da comunidade, que ofereceu um carro de som.

O grupo segurou cartazes com frases de orientação aos moradores e também distribuiu panfletos a quem passava pela rua. Um caixão confeccionado pela equipe também foi levado na passeata a fim de sensibilizar as pessoas. A representação da morte, uma possível consequência das doenças transmitidas pelo mosquito, segundo a coordenadora da USF, Karin Cristina de Camargo Oliveira, chamou a atenção.

Conforme ela, é importante levar a unidade de saúde para o espaço externo. “A gente quer mostrar a união da unidade com a comunidade. Nós não cuidamos só dentro do prédio, a preocupação também é com o ambiente familiar”, destaca. Ainda segundo ela, os moradores têm feito a cada dia mais a sua parte. Reflexo disso é a diminuição do número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito no bairro.

A voluntária da USF, Antonia Argoso, também observa uma maior conscientização, mas, de acordo com ela, ainda tem muita coisa que precisa ser feita. “A comunidade está acordando. Todos estão percebendo que o risco é grande e, por isso, ajudam. Mas tem gente que, mesmo com caso de dengue dentro de casa, não faz a sua parte. Essa ação é um alerta às famílias acomodadas. O bairro precisa de ajuda”, ressalta.

Wanel Ville

Outra ação também de luta contra o mosquito aconteceu nesta manhã no bairro Wanel Ville, no cruzamento entre as avenidas Paulo Emanuel de Almeida e Elias Maluf. Organizada pela Associação de Moradores do bairro, a mobilização envolveu também agentes de saúde, alunos da Escola Estadual “Professor Wilson Ramos Brandão”, igrejas e a Pastoral do Menor.

Quando o semáforo fechava, crianças, adolescentes e adultos que participavam da atividade estendiam faixas e mostravam cartazes aos motoristas. Além disso, possíveis criadouros do mosquito ficaram expostos para orientar os locais nos quais devem ser feitas as fiscalizações de água parada.

Conforme a presidente da associação, Alexandra Alencar Chagas, os números de casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti diminuíram no bairro, mas a comunidade precisa manter-se atenta. “É a segunda ação deste tipo que fazemos, mas não dá para parar. O bairro tem muitos terrenos baldios, cada um tem que fazer a sua parte”, frisa.

O aluno do segundo ano da escola “Professor Wilson Ramos Brandão”, Gustavo Rocha Reis, 16, que também fez parte da ação, considera a atividade de extrema importância. “Não somos só nós que sofremos se o cuidado não for tomado em casa, por isso eu faço a minha parte. Um bichinho tão pequeno desse pode derrubar o ser humano, temos que tomar cuidado”, alerta.

Atividades envolvendo o tema são desenvolvidas com frequência na instituição de ensino, segundo a professora de Artes e Sociologia, Ana Lúcia Nascimento. “Trabalhar com projetos sobre o combate ao mosquito é sempre positivo, porque grande parcela da culpa do que está acontecendo é da própria população que não toma os devidos cuidados. Discutir o tema em sala de aula é mais uma maneira de atingir as famílias”, destaca.

 

Tags:,