Equipes assistidas na UBS Lopes de Oliveira participaram da atividade nesta terça-feira. Amanhã (9) será a vez do pessoal da UBS Parque São Bento
“Os macaquinhos são lindos e o elefante, não imaginava que fosse desse tamanho. Só tinha visto antes pela televisão”, surpreendeu-se Margarida Cosma Gomes, 66 anos. Ela foi uma das 70 pessoas que participaram, nesta terça-feira (8), de uma visita ao Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”. O passeio foi promovido pelo Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) da Unidade Básica de Saúde (UBS) Lopes de Oliveira, direcionado ao público que participa frequentemente dos grupos de atividades semanais oferecidas para a comunidade daquela região da cidade.
O passeio teve como propósito a promoção da saúde e do direito ao lazer, com vistas a incentivar uma vida saudável aos participantes dos grupos terapêuticos da UBS, como o de educação física – práticas corporais e o de terapia ocupacional – artesanato. “E nesta quarta-feira (8) outras 50 pessoas estarão pela manhã no zoo, desta vez dos grupos atendidos na UBS Parque São Bento. É como se fosse uma confraternização de fim de ano”, adianta Leandro Oliveira, técnico de esportes da Secretaria da Saúde (SES) e que coordena as atividades do Nasf em diferentes Unidades Básicas.
Os próprios assistidos definiram o local a ser visitado e se mobilizaram para custear o fretamento do ônibus que os levou ao Zoo, por meio da venda de doces e salgadinhos no bairro. “Teve gente que não tinha como pagar e o colega arcou com os custos. As tarefas no dia a dia trabalham, inclusive, o companheirismo entre deles, além da autonomia em realizar ações, sobretudo por parte dos mais idosos”, explica João Vitor dos Santos Batista Dias, 27 anos, residente de Educação Física do Nasf há um ano.
Enquanto João Vitor explicava o funcionamento do Nasf, que mantém projetos distintos para cada UBS, conforme a demanda, Maria Tereza de Jesus, 85 anos, posava para fotos com os amigos. “Participo de tudo: faço artesanato, exercício e todos os passeios, não importa para onde. Só não dá para ficar parado, esse negócio não é comigo”. Ela era a mais idosa do grupo que reuniu, ainda, familiares de assistidos, além de agentes comunitários e profissionais da saúde que atuam diretamente com esse público.
A terapeuta ocupacional Ana Flávia Guimarães Moura esclareceu que as ações voltadas à qualidade de vida da população assistida pelo Nasf – incluindo diabéticos, hipertensos e depressivos – tem como meta a prevenção de doenças ou o agravamento delas. “A saúde permanente é o objetivo desse trabalho e, por consequência, tende a ocorrer uma diminuição da demanda por atendimento nos postos de saúde.”
O Nasf funciona há cerca de um ano e meio. “É uma iniciativa nova, mas que tem surtido efeito e tem obtido grande adesão da população. Serve ainda para mostrar quantos lugares bonitos há na cidade e que esse público, normalmente, não costuma frequentar, até por falta de oportunidade”, complementa Leandro Oliveira. Margarida Gomes, que posava para foto ao lado de uma orquídea, concorda. “Todo mundo aqui gosta. Não saio quase de casa, mas participo de tudo que é promovido pelo posto de saúde. Desta vez tive a oportunidade de conhecer o zoo. E que venha a próxima viagem, pois aqui, com esses animais todos, está um barato.”