O Clube do Idoso “Carlos Alberto Moura Pereira da Silva” sediou nesta segunda-feira (dia 3) o AtivIdoso. Pelo menos 150 pessoas prestigiaram o evento, que contou com uma programação especial com o objetivo de proporcionar uma oportunidade de interação social e orientar o sorocabano com mais de 60 anos a ter mais qualidade de vida.
Promovida pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Coordenadoria do Idoso da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), o evento integrou a programação especial da Semana do Idoso, que ocorre até sexta-feira (dia 7), para celebrar o Dia Nacional do Idoso (1º de outubro).
Para a coordenadora do Idoso, Iara Santoro, o evento atingiu seu objetivo. “Mesmo com a chuva, a terceira idade participou das atividades e não foram apenas os sócios das nossas unidades, muitas pessoas que não conhecíamos passaram por aqui”, destacou.
Atividades variadas
Logo no início da manhã, uma das atividades oferecidas no Clube do Idoso foi uma oficina gratuita de plantas medicinais, que contou com a participação de mais de 30 pessoas. Na ocasião, a equipe da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) apresentou três espécies que são cultivas no Jardim Botânico “Irmãos Villas-Bôas”: o hortelã-pimenta, o boldo e o capim-cidreira. Além de aprender sobre as propriedades e a forma de preparo das espécies, eles também receberam informações sobre o cultivo e a sua manutenção.
Quem compareceu ao AtivIdoso também pôde participar de aula de ritmo, aerodance, ginástica, tai chi chuan, dança circular e artesanato. O evento também ofereceu corte de cabelo gratuito, maquiagem e uma oficina para ensinar as mulheres a se maquiarem.
Outra atração do evento foi a palestra “Idade não é doença”, ministrada pela gerontóloga Thais Helena da Silva Freitas, na Sala de Cinema do Clube do Idoso. Inicialmente, ela explicou ao público o que é a gerontologia e porque as universidades públicas, como a Universidade de São Paulo (USP), na qual se formou, passou a oferecer a graduação a partir de 2005. “Estamos vivendo um processo de transição demográfica e o papel da universidade é prever as mudanças sociais do seu país e melhorar a vida das pessoas”, destacou.
Em 1940, a taxa de fecundidade no Brasil era de seis filhos. Em 2010, esse número caiu para 1,8. “Isso acarreta em mudança sociodemográfica importante, com a queda do número de crianças. Agora vamos viver um fenômeno chamado ‘Brasil Adulto’. Se um dia o nosso país precisou de muitos pedagogos e obstetras, hoje tem que investir em profissionais que atuem com a pessoa idosa”, salientou.
A palestrante também falou sobre a importância do envelhecimento ativo, estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). “Hoje o idoso se capacita, brilha e melhora o mundo, vocês de estarem aqui hoje já fazem parte desse envelhecimento ativo, pois tem as rédeas de suas próprias vidas”, destacou.
A gerontóloga também destacou a questão que velhice não é doença. “Não existe correlação doença e idade. Velhice é uma categoria social determinada pela idade e, no Brasil, foi determinada por uma lei que pessoas com mais de 60 anos são idosas”, enfatizou.
Quem participou
A aposentada Iracema Marinho, 70 anos, moradora da Vila Haro, passou a manhã no Clube do Idoso. “Amo este lugar, venho duas vezes por semana fazer academia e pilates. É ótimo para mim”, frisa. No AtivIdoso, ela fez massagem e planejava ainda cortar o cabelo e fazer uma avaliação auditiva.
Quem também participou do evento foi a aposentada Maria Lucia Porcel Soares, 65 anos, moradora do Jardim Maria Eugênia. “Já fiz aula de ritmo e vou conferir a palestra. Estou adorando.” A munícipe também fez a avaliação auditiva com uma otorrinolaringologista: “Estou com acúmulo de cera no ouvido esquerdo e devo ir ao médico para fazer uma limpeza”.
Maria Lucia frequenta o Clube do Idoso há quatro anos. “Amo este lugar. Faço aula de ginástica, aula de ritmo e pilates e ainda vou na Chácara do Idoso para fazer dança circular. É minha segunda casa”, finaliza.