A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Saúde (SES), iniciou a Campanha Nacional de Hanseníase, Tracoma e Geohelmintíase (doença popularmente conhecida como verminose). Na manhã e tarde desta terça-feira (23), a equipe do Programa da Hanseníase da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Parque Vitória Régia faz avaliações de alunos da Escola Estadual “Professora Sarah Salvestro”, localizada no mesmo bairro. Nesta quarta-feira (24) será a vez dos estudantes da Escola Municipal “Genny Kalil Milego”, no Conjunto Habitacional “Hebert de Souza”.
De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Hanseníase, Uiara Kaizer, é importante ressaltar que a transmissão da doença se faz pelas vias respiratórias. “Ninguém nasce com a doença. Se alguma criança estiver com hanseníase é porque existe alguém no ambiente familiar que também está doente. Ambientes fechados com muita gente proporcionam a transmissão”, afirma.
As crianças levaram para casa uma ficha de autoimagem utilizada para a triagem de casos de hanseníase e, junto com os pais ou o responsável, preencheram os dados de identificação. Com a ficha nas mãos, as crianças que apresentavam alguma mancha no corpo foram avaliadas na escola.
Segundo o critério do Ministério da Saúde e do Governo do Estado de São Paulo, Sorocaba trabalha na prevenção da hanseníase e da geohelmintíase com estudantes de 5 a 14 anos de idade, de escolas públicas de ensino fundamental. “A gente sabe que é nas escolas que os alunos aprendem. E é por meio da escola que a gente faz uma divulgação maior sobre a doença”, diz Uiara.
Casos e tratamento
A hanseníase tem tratamento e cura. “O tratamento é oferecido gratuitamente e, conforme a doença, a pessoa deve tomar uma associação de antibióticos”, explica a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Hanseníase.
Até o mês de julho, este ano foram notificados 70 casos de hanseníase em Sorocaba. No ano passado todo foram 30. “É um número esperado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Aumentou devido às campanhas, pois muita gente está se informando e resolve procurar pelo médico. Mas sabemos que podem haver mais e, por isso, a importância desta iniciativa”, coloca Uiara.
A médica dermatologista da rede municipal, Sandra Aparecida Henrique Quinilato, explica que além das machas no corpo existe outro fator que pode indicar a doença. “São as dores articulares, principalmente na região dos cotovelos. A doença que pega o trajeto nervoso acaba dando ainda perda de sensibilidade na pele, com manchas mais de cor mais amarronzada ou outras mais claras que a pele”, comenta a médica.
Para outubro, a SES prepara uma nova campanha contra a hanseníase, dessa vez direcionada à população em geral.